Os novos perigos [Internet]
Que existem muitas coisas más por esse mundo fora já eu sabia. Que existem terroristas, traficantes de droga e de armas, etc, já eu sabia.
Mas agora parece que estão munidos de uma nova arma. E parece que levanta cada vez mais medo e preocupação.
Que existem forças policiais que promovem os males acima descritos já o sabíamos. Há até escritores, políticos e comentadores televisivos que o fazem. Mas esta nova ameaça vem dos blogs.
Isso mesmo. Leu bem. Os blogs. Esta terrível ferramenta do mal e da criminalidade está a destruir o mundo moderno. Esta gente conspira e usa este meio para tentar acabar com o mundo civilizado.
Por isso deixo aqui o meu aviso: evitem os blogs. Não tenham contacto com essa gente que lá escreve. Na verdade estão apenas a promover e a apoiar todos os males acima descritos e…
Mas esperem aí! Isto aqui é um blog!!
Bem quem tentou passar esta ideia foi uma reportagem da SIC. Eu não a vi na totalidade e para ser honesto só dei pela controvérsia pelos blogs que li na internet.
Mas o bocado que vi (e o que li) achei, no mínimo, fascinante. Para ser educado. Como é que uma estação de televisão que se pretende de referência trata um assunto desta forma. Claramente com um painel mal informado e não representativo. Com reportagens no mínimo absurdas. Já para não falar em distorcer situações de modo a se ajustarem à situação. Passo a explicar melhor.
Felizmente fomos presenteados com algumas breves declarações do Pacheco Pereira que lá deram uma visão minimamente informada sobre o assunto. De resto vimos, e principalmente por parte do Moita Flores, um desbobinar de lugares comuns e assistimos a uma invocação de todos os males do mundo associados aos blogs. De facto é verdade que existem muitos blogs sem qualidade nenhuma. Alguns muitas vezes chegam a difamar sob a capa do anonimato e depois desaparecem. Nisso o Miguel Sousa Tavares até tem alguma razão. E sinceramente lamento muito o que lhe aconteceu.
Quanto às reportagens devo salientar a leitura dos emails enviados pelos espectadores da dita televisão. Apenas mostravam um dos lados. Ou será que ninguém gosta da internet e não há bom nenhum na internet. Pelo menos devia-se salvar o email que é uma ferramenta bastante útil. Mas nem isso.
Quanto à reportagem sobre as imagens publicadas devo dizer que acho hilariante. Para não usar outra palavra. O problema é que ninguém se preocupa a ler os termos de serviço dos sites que usa. Ou a pensar duas vezes no que está a fazer. As fotos publicadas no Hi5 ficam disponíveis ao público. E por estarem na internet ficam imediatamente disponíveis a vários biliões de utilizadores. Muitos mais pessoas do que uma simples revista portuguesa. Mas publicar as fotos (de bikini) num serviço público na internet está bem. Vê-las num jornal é que não. Isso já é invasão da privacidade.
Devo dizer que já não me lembrava de um programa tão mau. Mas é compreensível. Os média tradicionais (jornais, revistas, rádios e televisão) estão a perder cada vez mais peso. Por isso atacam quem lhes está a tirar o protagonismo.
Ainda bem que não vi. Para dizer a verdade já quase não ligo a televisão. Nesse dia estava ocupado no Second Life® a conspirar contra o mundo livre.
De resto devo dizer que vou melhorar os meus requisitos sobre comentadores nas televisões. Além de exigir que tenham mais de 1,5 m de altura e que durmam pelo menos 7 horas por noite vou passar a exigir também que não saibam escrever e que não sejam presidentes de câmaras municipais. Mas já começa a ser difícil ver televisão com estas exigências.





Agora com Virtual Iraq o exército espera obter melhores resultados. Com recurso a cenários modificados do jogo Full Spectrum Warrior e utilizando a um capacete de realidade virtual com vídeo, som e cheiro espera através de uma técnica chamada terapia de exposição prolongada conseguir reduzir o stress pós-traumático. Apesar de ainda não haver estudos completos os resultados preliminares são promissores.
