O hobbie das fotografias [Fotografia]

Sempre gostei de tirar fotografias. Infelizmente quando era mais novo ainda não haviam câmaras digitais e por isso era um hobbie algo caro.

Apesar disso lembro-me que ainda cheguei a tirar algumas fotos com a máquina do meu irmão do meio. Era bastante boa e tinha várias objectivas, o que dava para tirar fotos muito interessantes.

Quando em 2005 comprei a minha primeira máquina digital compacta pude finalmente retomar este meu interesse. Na altura comprei uma Fujifilm A350, de 5.1 Megapixel, que já era bastante boa. Lembro-me que chegou a haver meses em que tirei mais de 1.000 fotos.

Claro que isso foi mais ao início e com o tempo acalmei um pouco, mas mesmo assim em cerca de 3 anos tirei perto de 20.000 fotos com ela. Clara que sendo uma câmara digital compacta não dava para grandes aventuras como fotógrafo. Em Julho deste ano a máquina avariou. Aparentemente a reparação ficaria por cerca de 150€, o que claramente não compensava tendo em conta os preços actuais das máquinas digitais compactas.

A semana passada finalmente lá decidimos comprar uma máquina para a substituir. Entre a minha mulher e eu instalou-se a discussão sobre que máquina comprar. Ela preferia ter uma máquina digital compacta mas eu preferia ter uma máquina SLR digital de modo a poder desenvolver um pouco mais este meu hobbie da fotografia.

Tendo em conta os preços existentes no mercado foi possível satisfazer os dois gostos. Desta forma decidimos comprar uma Fujifilm A920, de 9 Megapixel, para ela e para mim optei por uma Olympus E-410, de 10 Megapixel. Já é uma máquina bastante boa e para 1ª máquina é mais que suficiente. Além disso estava em promoção e consegui um preço muito bom.

Felizmente a minha mulher é muito querida e deixou-me satisfazer este capricho (um bocadinho de graxa fica bem).

Por isso nos próximos tempos vou poder retomar o meu hobbie da fotografia. Já comecei a ler umas coisitas sobre o assunto e já tenho algumas ideias que quero experimentar. Prometo que vou pondo aqui algumas das fotos.

Fazer filtros para os Feeds usando o Yahoo Pipes [Tutorial]

Recentemente entre os membros do agregador Prt.Sc surgiu uma discussão sobre a filtragem dos conteúdos dos feeds. A certa altura o Alcides Fonseca sugeriu que essa filtragem poderia ser feita por cada um usando ferramentas como por exemplo o Yahoo Pipes. Foi dado como exemplo a página do Rui Carmo que apresentava uma esquemática do funcionamento. Alguém conseguiu perceber alguma coisa dos esquemas?

Provavelmente também não. Devo admitir que fiquei um pouco intimidado com a complexidade da ideia apresentada pelo Rui Carmo. Mas mesmo assim decidi rumar ao Yahoo Pipes e encontrei logo na primeira página este vídeo que explica muito bem o funcionamento do Yahoo Pipes.

Descobri que construir um filtro para excluir alguns posts dos feeds dos agregadores é bastante fácil. Aqui fica um exemplo fácil de como o fazer:

1. Depois de nos registármos no site fazemos “Create a Pipe”

Create a Pipe

2. Escolhemos a opção “Fetch Feed” e arrastamos para dentro da zona de trabalho (a vermelho na imagem). Automaticamente aparece o Pipe Output (a azul na imagem). Este último vai ser onde vai sair o conteúdo final.

Fetch Feed

3.1. Escolhemos o Feed de origem que pretendemos filtrar (a vermelho na imagem). Neste exemplo vou usar o feed do agregador Prt.Sc.

3.2. Com um procedimento igual ao anterior criamos um filtro arrastando do menú na esquerda (a azul na imagem). Configuramos esse mesmo filtro escolhendo a opção “item.autor” (para filtrar através do autor do filtro) com a opção “any” (a verde na imagem). Neste exemplo a “vitima” foi o Pedro Aniceto pois já acompanho o feed individual dele e assim escuso de receber as mensagens em duplicado.

Filter

Caso se tenha dúvidas de quais os parâmetros a utilizar na construção do filtro podemos sempre consultar os detalhes de cada entrada apresentada clicando nela (a verde na imagem). Como tinha dito escolhi pelo autor (a vermelho na imagem).

Detalhes

4. Para terminar basta fazer as ligações. Para isso arrasta-se os pequenos circulos que estão na parte inferior (ou superior) de cada caixa (do vermelho ao azul na imagem). As ligações ficam feitas automaticamente.

Ligações

Como resultado final os posts do autor escolhido deixam de aparecer como se pode verificar na imagem abaixo.

Resumo após aplicação do filtro

É um procedimento bastante simples. Podem-se acrescentar mais regras a cada filtro bastando para isso fazer “+ Rules” (a vermelho na imagem).

+ Rules

Convém lembrar em manter o filtro em “any” pois se se escolher “all” o filtro tem de obedecer a todas as regras escolhidas, o que no exemplo dado não acontece pois cada post só tem um autor.

O Yahoo Pipes pode também ser utilizado para filtrar posts de outras formas, como por exemplo, através de assuntos, palaras chave ou até por autores de um blog com múltiplos autores.

O LHC e o fim do mundo (em directo) [Notas]

Vai hoje entrar em funcionamento o Large Hadron Collider (LHC)  no CERN.

Existem algumas preocupações se as experiências levadas a cabo neste acelerador de partículas podem criar um buraco negro, mas graças à internet podem verificar se o LHC já acabou com o mundo.

A minha opinião do Google Chrome [Software]

O Google Chrome foi lançado no passado dia 2 de Setembro e muito rapidamente alcançou uma quota de mercado significativa (cerca de 3% em 1 dia) principalmente devido ao enorme hype que se gerou à volta dele devido à divulgação antecipada das funcionalidades.

Fiquei com muita curiosidade em experimentar este novo browser e decidi instalá-lo logo que possível e por isso já o estou a usar há cerca de 1 semana.

A instalação é muito fácil e vê-se logo que por parte do Google houve uma preocupação em o tornar simples para todos os utilizadores.

Quando iniciei o browser vi logo algumas diferenças em relação ao Firefox. No meu caso é muito mais rápido a iniciar o Google Chrome, o que se deve ficar a dever à quantidade de extras que tenho instalados no Firefox pois nos últimos tempos tinha-o personalizado muito para o meu uso e estou algo dependente de alguns dos seus extras (principalmente do Google Reader Notifier e do Gmail Notifier).

Por outro lado esta é uma das falhas do Google Chrome que para power users é demasiado simples. O Firefox permitia uma muito maior personalização e acrescentar uma série de extras conforme as necessidades. Na minha opinião é talvez a maior falha do Google Chrome e que pode afastar alguns utilizadores. Compreendo que o Google queira manter o Chrome simples, mas questiono-me se não seria boa ideia então ter duas versões (uma mais básica e uma “profissional”) de modo a satisfazer todos os tipos de utilização.

Quanto ao modo de funcionamento também o Chrome optou pelas Tabs (ou separadores em Português) que é já uma característica dos principais browsers. Mas aqui o Google introduziu algumas alterações. Os Tabs estão localizados no topo da página, ocupando o espaço da barra do programa que era uma zona sem grande utilização. Isto permite uma janela de navegação muito maior.

Outra novidade é que os Tabs podem ser separados da janela principal criando assim uma nova janela. Também é possível arrastar os Tabs de janela para janela, o que dá muito jeito para os mover. Aliás esta última característica devia ser utilizada por mais programas pois por vezes dou por mim a tentar fazer o mesmo no Excel. Isso só prova que a ideia é boa pois numa semana já me viciei nesta funcionalidade.

Mas as inovações relacionadas com os Tabs não acabam aqui. Neste novo browser cada Tab é um processo diferente (é como se fosse cada um um programa diferente) o que em caso de falha critica não implica perder todos os separadores ou janelas abertas. Para mim já se provou útil.

Para quem gosta de mais privacidade ou usa muito computadores partilhados existe uma opção de navegação incógnito, onde após o encerramento do Tab todos os registos são apagados.

Encontrei também muita utilidade na procura automática na barra do URL. À medida que vamos inserindo uma morada vão-nos sendo dadas algumas sugestões o que é muito útil quando se procura algo sem termos a necessidade de ir a um motor de busca. As sugestões vão aparecendo em baixo de uma forma que não perturba.

Mas nem tudo são rosas. Talvez por ainda ser uma versão Beta encontrei alguns problemas ou falhas além das já descritas.

O corrector ortográfico (que no Firefox funcionava muito bem) é uma desgraça. Não apanha quase nada. A mudança de linguagem requer uma ida ao menú, que comparado com o simples botão do lado direito do Firefox é uma desvantagem principalmente para quem usa ambientes multi-línguas (Português e Inglês no meu caso).

Outra coisa que gosto num browser e que acho que faz falta no Google Chrome é a barra de progresso. A página parece acabar de repente na barra do Windows o que é estranho ao início. Não sabemos se a página carregou toda ou se ainda não. O DONE faz-me falta. Vícios antigos são difíceis de perder mas parece-me que são relevantes. A barra que aparece enquanto carrega uma página ou quando estamos sobre um link (e que nos permite pré-visualizar a morada de destino) é pouco visível.

Além disto também tenho reparado que há um problema qualquer com os feeds. Não funcionam bem e quando carrego num link de feed devolve uma página imensa de código. É algo estranho pois tendo em conta que também fizeram o Google Reader (que uso e abuso) deveriam ter tido mais cuidado. Aqui o Firefox é claramente muito superior ao relacionar-se com os feeds e falta o símbolo de feed na barra de URL – um dos locais favoritos para carregar nos feeds e uma alternativa quando falta link no site. No entanto com os feeds do FeedBurner funcionou bem. Acho que o problema deve estar em não ter um leitor de feeds associados (como se pode definir no Firefox).

Conclusão:

Ainda não escolhi qual vou utilizar e não sei se substitui o Firefox. Pelo menos por agora da maneira como está a funcionar. Talvez volte para o Firefox até o Chrome ter mais algumas funcionalidades que preciso/gosto.

Demorei mais a fazer esta análise para ter calma e não me precipitar. Vi muitas opiniões e não acrescento quase nada de novo.

Por um lado sinto-me com um traidor do Firefox mas por outro tenho uma estranha vontade de continuar a usar este browser. Não sei bem porquê mas sinto.

Dou classificação temporária de 3 estrelas pois é demasiado simples para ter mais, mas note-se que ainda é um Beta que pode ser melhorado no futuro. Por enquanto o seu ponto forte é mesmo a simplicidade.

Gostei do que vi do Google Chrome (até agora) [Software]

O lançamento do novo browser Google Chrome é uma das grandes notícias de hoje e é claro que também eu fiquei curioso.

Para melhor explicar o seu funcionamento e a ideia por detrás do novo conceito que este browser pretende introduzir o Google fez uma banda desenhada que explica tudo de uma forma muito simples e divertida (em inglês).

Depois de ter perdido um tempinho a ler tudo devo admitir que fiquei muito bem impressionado. Para começar está tudo muito bem explicado de forma a quase qualquer um perceber tudo. Depois está feito de uma maneira bastante divertida e muito bem ilustrado.

Mal posso esperar por amanhã fazer o download do Google Chrome e experimentar o seu funcionamento pois pelo que vi parece ser (quase) perfeito, pelo menos para as minhas necessidades.

Fiquei até com a impressão de que este sistema seria melhor que o Firefox (que eu tanto adoro e quase me sinto um traidor a admiti-lo).

O Google soube muito bem deixar-nos com água na boca em relação a este novo browser. Depois de experimentar logo digo mais qualquer coisa.

Análise ao jogo Seafight [Game Review]

Seafight é, sem dúvida, um jogo MMO. Para o melhor e para o pior.

Seafight

Comecemos pelo melhor. O Seafight apresenta a sua maior vantagem nos seus vários servidores. Apesar de esta característica não ser exclusiva deste jogo o facto é que está disponível em várias línguas (pelo menos as principais línguas europeias). Ao contrário de muitos jogos disponíveis em várias línguas neste caso a tradução para português e a ajuda estão muito bem feitas. Certamente mais um ponto a favor neste jogo produzido pela Bigpoint GmbH.

Junta-se o conseguir correr num browser qualquer sem necessidade de nenhuma instalação especial (eu experimentei no Firefox 3, Internet Explorer 6 e 7) e temos à partida uma fórmula que pode garantir o sucesso (pode ser necessário ter o Shockwave instalado mas como já o tinha de jogos anteriores não me foi pedido nenhuma instalação. Em todo o caso é um extra gratuito e que facilmente se arranja e instala). Não necessita de grandes requisitos se bem que por vezes senti algum lag ligeiro.

Seafight

Em temos de jogo o modelo utilizado é muito semelhante ao já muito conhecido e experimentado (principalmente pela Gameforge – criadora do Ogame e de Dark Pirates, por exemplo) onde a maioria dos equipamentos e navios é gratuita. Para ter os itens realmente bons e que marcam a diferença em combate é necessário despender dinheiro a sério.

Ao início consegue-se facilmente sobreviver sem gastar dinheiro no jogo. Existe uma grande quantidade de monstros para matar e dessa forma ganhar ouro (moeda do jogo que se obtém de forma gratuita) apesar de não haver muita variedade. Aliás esse é mesmo um dos problemas deste jogo: não tem muita variedade. Tendo em conta que não é um jogo muito complicado, mas graficamente muito bem feito e apelativo visualmente, o problema acaba mesmo por ser a falta de variedade. Acaba por tornar o jogo repetitivo levando-o a perder alguma piada.

Mas como nem só de monstros vive um homem (ou um pirata neste caso) o jogo tem também disponível a variedade PvP. Apesar de gostar muito de jogos MMO a vertente PvP nunca foi das minhas favoritas pelo que neste campo a minha opinião pode ser algo parcial. No Seafight o modelo de PvP escolhido não é dos meus favoritos. Para atacar um qualquer jogador basta encontrá-lo no mapa, seleccioná-lo e atacar. Não é preciso desafiar nem é preciso esperar. Para se fugir acontece o mesmo, bastando para ter sucesso ser mais rápido.

É aqui na parte do PvP que acho que está a maior falha do Seafight. Sendo um jogo gratuito onde os melhores equipamentos só estão disponíveis para quem paga pelos extras estão criadas as condições para haver algum desequilíbrio. Se a isto se juntar o facto de não haver nenhuma limitação quando se ataca um outro jogador (seja em termos de potência ou de nível) vemos que os jogadores mais fortes (e mais antigos) de forma continuada atacam os mais fracos. Isto torna muito difícil conseguir progredir e conseguir desenvolver o nosso navio. A única vantagem é que um novo navio do modelo mais básico não exigem nenhum recursos e mantemos a nossa tripulação.

Em termos de preços dos extras pagos parece-me um pouco elevado tendo em conta tudo o que já disse. As pérolas (moeda do jogo obtida com recurso a dinheiro a sério) custam entre 2€ para 5.000 pérolas e 99€ para 330.000 pérolas (um navio custa 69.000 pérolas e um canhão custa 7.500 pérolas por exemplo). Existem ainda outras vantagens de ter uma conta Premium (30€ por 6 meses ou 50€ por 1 anos) mas não me parece que valha a pena. No entanto para quem pretende passar muito tempo neste jogo e fazer “carreira” como pirata é sem dúvida essencial aderir às funcionalidades pagas. Não só reduzem muitos dos tempos das actividades como permitem ter acesso às funcionalidade mais poderosas.

Em resumo: é um jogo bem feito e indicado para quem gosta de PvP, mas que rapidamente se vai tornar aborrecido. É caro e sem grande piada para o preço pedido pelo que na minha opinião não vale a pena pagar. Talvez jogar no modo gratuito enquanto tiver piada. Só se safa porque permite jogar num browser qualquer, graficamente está bem feito e bem traduzido.

Classificação:

3 Estrelas