Porquê mudar outra vez [Editorial]

Agora já no formato original, isto é, em português é altura de prestar mais algumas explicações. Porquê mudar (outra vez)?

Uma das razões que me levaram a ter este blog foi a vontade de partilhar a minha opinião e alguns dos conhecimentos que vou obtendo sobre variados assuntos.

A ideia de mudar para inglês pretendia atingir um público maior. Não sei se o objectivo foi atingido ou não porque a experiência não durou o tempo suficiente. Mesmo assim as visitas mantiveram um ritmo estável.

Mas mudar para inglês revelou-se algo problemático. Apesar de conseguir ler bem em inglês escrever revelou-se algo mais difícil. Os meus conhecimentos de inglês escrito são relativamente técnicos e relacionados com a minha área profissional.

Como tal, e apesar de escrever em inglês não ser difícil, as coisas não estavam a sair. E como resultado nos últimos dois meses foram poucos os textos produzidos.

Além disso para mim estava a deixar de me dar prazer vir aqui escrever.

Como tal só me restava uma opção: admitir que tinha errado. Nem sempre é fácil. Mas aconteceu.

Por isso este blog volta ao formato anterior. Peço desculpa pela interrupção. A emissão normal segue dentro de momentos.

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12 Comentarios to “Porquê mudar outra vez [Editorial]”

  1. zemel99 diz:

    Oi Airdiogo,
    Que bom você voltou pro nosso idioma. Vejo seu feed pelo Bloglines, e estava dando um tempo antes de deletar da lista de feeds. Meu inglês é bem fraquinho e eu não tinha paciência de botar no tradutor online pra entender do assunto que você comentava.
    ULtimamente o tempo anda curto, muiiiito curto e no bloglines a facilidade de se acumular Feeds é tão grande, que quando eu vou vê-los, faço um triagem super rápida.
    Um grande abraço e sucesso,
    zemel99

  2. AirDiogo diz:

    Obrigado pelo apoio.

    Eu costumo ler os meus feeds pelo Google Reader e por vezes também tenho de fazer uma “limpeza” à quantidade de blogs que sigo. Facilmente se começam a acumular e se perde o controlo.

  3. Bezierk diz:

    Recentemente também tomei a decisão de começar a escrever em Inglês. Esta decisão veio de ter começado a reparar via analytics que tinha imensas visitas do estrangeiro que nunca se convertiam em leitores assiduos. Ainda não tomei a decisão de retornar à lingua de camões mas posso confirmar que se torna algo dificil escrever tão fluidamente em Inglês como em Português. Isto por si só não é um deal-breaker porque considero a dificuldade uma oportunidade de apredizagem mas se não compensar em termos de visitas e/ou participação considerarei o retorno.

    Visto que o meu blog actual ainda está em fase de testes e experiências ainda não posso dizer que esta aposta esta ganha ou perdida mas queria agradecer pela candura deste post que me fez ter uma segunda perspectiva sobre a opção que tomei.

  4. AirDiogo diz:

    Também costumo ter muitas visitas de países não lusófonos e apesar de tudo por vezes passam algum tempo a visitar o site.
    Também reparei que algumas delas têm origem no google.com.br e apesar de, por exemplo virem dos EUA, significa que são feitas por quem lê em português.

  5. Bezierk diz:

    Estes dados são do analytics? É que tenho alguma dificuldade em conseguir fazer esse tipo de cruzamento de dados lá. Concerteza que a origem deste problema deve estar entre o teclado e a cadeira mas, se vierem do analytics, fico contente por saber que é possível fazê-lo.

  6. RGCaldas diz:

    Eu retomei agora a minha tentativa de manter um blog, e escolhi fazê-lo em inglês pela mesma ideia que tinhas no inicio, e também concordo que é muito mais complexo escrever. Eu tenho já 3 drafts à espera de acabar porque falta-me a forma de abordar alguns assuntos em inglês.

    Mas de qualquer forma eu acho que mais tarde ou mais cedo o inglês será a única forma de nos expressarmos convenientemente na web, isto porque temos tendência a interagir cada vez mais com o mundo como um todo, e, quer queiramos quer não, o inglês é a única forma de o fazer.

    Mas não digo que entretanto não tenha de fazer o mesmo e admitir que estou errado. :-)

  7. AirDiogo diz:

    @Bezierk

    Não. Estes dados são do Sitemeter que mostra, entre outras coisas o país de origem, o número de page views e o motor de pesquisa utilizado (mais concretamente qual o link de referal).
    O Analytics não mostra esses dados (pelo menos que eu saiba).
    O único senão do Sitemeter é que na versão gratuita só tens acesso às últimas 100 visitas.

  8. AirDiogo diz:

    @RGCaldas

    Provavelmente um dia começarei outro blog em inglês logo de raiz. Mas por enquanto fico pelo ler e pelos comentários.
    Mas não concordo que deixe de haver espaço para a língua portuguesa (ou outra) na web e em especial nos blogs.

  9. RGCaldas diz:

    @AirDiogo

    Eu concordo que o espaço para cada cultura não deixe de existir.

    Eu acho que acaba por depender do tipo de utilização que se faz da web, a partir do momento em que se decide considera-la como global e deixar que considerar as barreiras geográficas a forma mais fácil de comunicar com o mundo é em inglês. É possível que seja uma questão de comodismo, mas é real.

    E não é só uma questão de angariar visitantes, mas também que iniciar uma discussão global, permitindo todos os pontos de vista e culturas. Apesar da língua portuguesa ser das mais faladas no mundo o inglês é de facto a mais presente na web.

  10. Bezierk diz:

    Em relação ao sitemeter:

    Outro grande mal do sitemeter enquanto free é que obriga a ter aquele iconezinho feio. Mas de facto, sim, em termos de informação individual dos visitantes é um excelente big brother. Ainda estou para ver a qualidade dos dados fornecidos pelo plugin oficial do WP.com mas não descarto subscrever um serviço qualquer que me conceda estatísticas mais aprofundadas.

    Em relação ao Inglês:

    A ideia de que dentro de anos o Inglês ocupará o lugar que o latim já ocupou parece-me ao mesmo tempo muito profética/correcta e muito discutível.
    Pessoalmente julgo que haverá, a longo prazo, uma apropriação (mais agressiva) do Inglês pelos restantes idiomas. Eu vejo isso mesmo em mim. Sou um gajo que se lembra de aprender as primeiras palavras inglesas sensivelmente ao mesmo tempo que aprendia a escrever e hoje em dia tenho um discurso no qual é frequente não me lembrar de equivalentes portuguesas para palavras inglesas.
    No entanto este riqueza semântica que existe em certas expressões anglófonas também existe com expressões portuguesas e, em certo modo e até certo ponto, cabe aos falantes do português fincar pé e garantir que o português também possa ter uma posição nesse hipotético esperanto que acredito que surgirá. Aí pode entrar o acordo ortográfico como arma política, social e cultural. Mas isto já se alonga demais.

    ps: cheira-me que vou voltar ao português globalizado no meu cantinho.

  11. AirDiogo diz:

    Eu de momento uso os três, analytics, WP.com e sitemeter, para experimentar qual gosto mais.

    Não sei bem qual escolher porque os dados fornecidos são muito diferentes. Cada um tem as suas vantagens e também depende um pouco do que se quer obter.

  12. Bezierk diz:

    @RGCaldas

    Esse é um excelente argumento, no entanto ao escrever em inglês esta-mo-nos a incluir num palheiro muito maior. e nem sequer somos agulha, somos mais uma palhinha. A minha conclusão é que acaba por se tornar uma questão de pesar prós e contras…

    @AirDiogo

    Essa distinção no tipo de dados que fornecem cheira-me a oportunidade de negócio…

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