
E é já na próxima terça-feira, dia 5 de Janeiro, que vai estrear em Portugal esta série. Vai ser transmitida na RTP 1 e deve passar pouco depois da 1h de terça (na prática já é quarta-feira, mas as televisões em Portugal continuam a ignorar o formato das 24h que os dias teimam em continuar a ter).
True Blood é a história de uma empregada de mesa, Sookie Stackhouse, que tem a estranha capacidade de ler mentes. A isto adicionaram vampiros e embrulharam tudo numa pacata (e por vezes até aborrecida) pequena cidade do Louisiana. Como resultado saiu talvez uma das mais interessantes séries dos últimos tempos. Uma abordagem algo diferente às tradicionais histórias de vampiros, que por vezes nos consegue cativar de uma forma estranhamente fascinante (até um pouco mórbida até).
Criada por Alan Ball, o mesmo de “Six Feet Under” (Sete Palmos de Terra, como foi traduzido em Portugal), é talvez das séries mais interessantes a sair dos últimos tempos do canal HBO.
Não é no entanto uma série para todos os gostos. Só mesmo os verdadeiros apreciadores deste género vão gostar de ver True Blood. Haverá até alguns episódios (principalmente no início) que serão algo aborrecidos e parados. Mas será fortemente compensado pela segunda metade da 1ª temporada.
É bom ver que as boas séries não passam totalmente ao lado dos canais portugueses e é uma série que aconselho fortemente. Nos EUA já vai na 2ª temporada e espero que por cá continuem a aposta nesta série e que também cheguem lá. No entanto não ficava nada surpreendido se o entusiasmo dos nossos canais desaparecer, pois como já disse não é uma série fácil. De se ver ou de se gostar.
Durante grande parte do meu dia oiço música. É uma companhia enquanto trabalho e ajuda a melhorar um pouco a disposição.
E se recentemente já começava a ficar um pouco farto de ouvir sempre as mesmas coisas tive a sorte de, graças ao Nuno Nunes, descobrir o thesixtyone.
No fundo o thesixtyone é mais uma rede social, desta vez dedicada à música. Os próprios músicos podem fazer o upload das suas obras e acabam por ser os próprios utilizadores do site que decidem o que gostam ou não.
Acaba pois por ser uma excelente forma de alguns dos novos artistas se darem a conhecer e divulgarem o seu trabalho, sem ficarem dependentes de editoras ou outros. Muitas das músicas são publicadas com licenças Creative Commons e pode até ser feito o seu download.
Pessoalmente tenho descoberto bastantes músicas na área do jazz que acabam por ser o ritmo ideal para acompanhar o dia de trabalho.
O próprio site é muito simples de utilizar e introduz várias vertente muito interessantes na parte social.
Uma dessas vertentes é permitir escolher as músicas favoritas (através da atribuição de um coração) e ir gravando músicas para partilhar com outros utilizadores que nos sigam nesta rede. Além disso ainda permite ter 3 músicas na nossa página inicial que achemos que valem a pena ser conhecidas.
A segunda vertente, e das que mais me atrai, é ter uma série de quests para ir fazendo. São pequenas missões ou tarefas que ao ser completadas nos permitem aumentar a nossa reputação dentro do site e ganhar mais corações para favoritar músicas. Este tipo de interacção também acaba por ter a função de nos ir dando a conhecer algumas das funções do site e “obriga-nos” a ir descobrindo coisas novas (tanto em grupos como estilos diferentes de música).
Para quem gosta de música e quer conhecer coisas novas recomendo fortemente o thesixtyone. É totalmente grátis bastando fazer o registo. Caso o façam no campo em que pede o referral ponham “airdiogo” (agradeço essa atenção).
Numa última nota, para os utilizadores do Last.fm, este site também faz o audioscrobble e mantém assim o perfil actualizado com os nossos gostos.