A Origem (Inception) [Filmes]

E ida ao cinema. Coisa rara para mim, porque nunca gostei muito de estar a ser incomodado pelos barulhos dos outros enquanto vejo o meu filme. Mas como a companhia valia a pena lá fui.

O filme escolhido foi A Origem. Com o título Inception na versão original, que me agrada mais até porque nunca fui muito destas coisas de traduções nos nomes do filmes. Perde-se sempre algo e raramente o nome em português é bem conseguido. Mas adiante que o assunto hoje não é esse.

O meu primeiro receio era mesmo ver um filme com o Leonardo DiCaprio. Admito que nunca vi muitos filmes com ele, mas depois de filmes como Titanic, The Beach e Romeo + Juliet a minha ideia sobre o rapaz era talvez a menos correcta. Ou melhor dizendo, o rapaz mostra-se mais versátil do que eu imaginava e capaz de fazer grandes bons filmes. Portanto gostei dele neste filme, para resumir um pouco as coisas.

E agora começam os spoilers.

A ideia por detrás de Inception é simples. Existe uma tecnologia que permite entrar no sonhos das pessoas e alguns poucos bem treinados (os extractores) conseguem roubar de lá ideias. Ficção? Sim, mas da boa. Ao nosso herói (sim, já trato o Leonardo DiCaprio por herói) é dada uma missão: entrar num sonho, não para roubar como habitualmente faz, mas sim para implantar uma ideia. Uma inception como lhe chamam no filme.

O argumento acaba por ser genial pela sua simplicidade, mas que o seu criados, Christopher Nolan, consegue encher com voltas e reviravoltas que que fazem crer que o senhor não é uma pessoa totalmente equilibrada. Mas no bom sentido. No sentido que por vezes me fez lembrar a genialidade por detrás da história de The Matrix. Tal como algumas das cenas quase parecem de lá tiradas, para meu agrado.

Povoado por imagens de cenários e paisagens de uma criatividade suprema os efeitos especiais muitas das vezes acompanham de forma quase imperceptível, dando a ilusão que tudo aquilo existe. No final fica-se com a ideia que tudo aquilo de facto existe. E esse é outro trunfo deste filme.

Quanto aos actores destaco dois, de um lote que acaba quase todo por ser muito bom. O primeiro será mesmo o protagonista principal: Leonardo DiCaprio. Gostei dele no filme. Mostrou-me ser mais versátil do que eu pensava. Surpresa agradável para mim, que como já disse, tinha alguns preconceitos e desconhecia um pouco o seu trabalho.

O segundo destaque vai para Joseph Gordon-Levitt. Já muito meu conhecido da série “3rd Rock from the Sun” (3º calhau a contar do sol, como é conhecido na nossa televisão) pelo personagem Tommy Solomon do qual se consegue distanciar por completo. Faz aqui o papel do sidekick principal do herói, e fá-lo de uma forma brilhante. Acaba por ser ele que tem talvez uma das melhores cenas do filme em que luta contra um dos inúmeros vilões num corredor que vai rodando durante um período de ausência de gravidade. Confusos? Quando virem o filme depois percebem melhor como se enquadra.

Inception (ou A Origem) é pois um filme que vale a pena ver. Especialmente para quem gosta de ficção. Quem gostou do The Matrix vai certamente também gostar.

E no fim vai ficar sempre aquela dúvida quando… bem depois vêem, pois não vale a pena contar aqui tudo.

Momentos épicos [Star Wars]

Um gajo chega ao El Corte Ingles de Lisboa e a primeira coisa que vê é o Darth Vader a vir na minha direcção nas escadas rolantes.

O que fazer?

Apesar da atrapalhação inicial lá se fez luz. Usar o telemóvel e tirar uma foto.

Um momento épico destes tem de ficar registado para a posteridade.

Depois disto houve um pensamento que me acompanhou o resto da noite: “Welcome to the dark side!”

Digam o que disserem, o Darth Vader é o melhor vilão de todos os tempos.

Computador novo [Compras]

E lá teve que ser.

O velhinho ACER, que já remontam aos finais de 2007, começou a acusar a idade. Podem pensar que não é muito 2 anos, mas para um portátil que custou 400€ (era o mais barato que havia na altura) acabou por se revelar muito à altura. Até ao ano passado pelo menos.

A opção por um portátil mais barato implicou que os materiais utilizados tinham qualidade um pouco inferior. E isso acabou por se notar. Ao fim de pouco mais de um ano a ventoinha já parecia um pequeno avião a descolar, tal era o barulho que fazia. Já para não falar que o processador (um Pentium a 1,8Ghz) começou a ter que trabalhar em excesso para ir acompanhando a evolução do software.

O resultado acabou por ser sobreaquecimento. Mesmo depois de comprar uma base de alumínio, com ventilação forçada, pouca diferença fez. Este aquecimento começou então a afectar alguns dos componentes do hardware.

A primeira peça a queixar-se foi a placa gráfica. Algo lhe aconteceu que o ecrã começou a ficar com riscos verticais. Ainda liguei um monitor externo para verificar que seria da placa gráfica ou do monitor do portátil, mas rapidamente percebi que era mesmo da gráfica.

A solução já se sabia qual era. Seria altura de investir num computador novo.

Desta vez optámos por gastar um pouco mais e comprar algo melhor, e com mais qualidade.

A escolha acabou por ir para à Compaq. Marca nossa conhecida e com provas dadas (o nosso computador fixo tem 11 anos e não avaria nem por nada, o que o torna quase inútil tão desactualizado que está, mas adiante).

O modelo escolhido foi o Compaq Presario CQ71-410EP. Um portátil com um processador T6600 a 2,4Ghz. E um ecrã de 17″. O preço ficou-se pelos 700€ (menos 1€ ou coisa assim, que já se sabe como eles manipulam estas coisas para parecer mais barato).

E já com o novo Windows7 que me parece muito melhor que o Vista que me assombrou a vida durante estes últimos anos.

Até ao momento estou muito satisfeito, apesar de ainda não ter sequer 1 mês. Mas já se mostrou à altura dos desafios. Se durar pelo menos dois anos já fico satisfeito, apesar de estar confiante que vai durar muito mais.

O sonho de ter um computador da marca da maçã teve mesmo de ser adiado. As opções minimamente razoáveis começam quase no dobro do que este custo, e apesar de a vontade já ser grande a razão de momento ainda o impede.

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