Review: A Fuga de Sharpe/ Sharpe’s Escape

A Fuga de Sharpe/ Sharpe's Escape (Sharpe, #10)A Fuga de Sharpe/ Sharpe’s Escape by Bernard Cornwell

My rating: 5 of 5 stars

Para o 4º livro de Bernard Cornwell, este foi um dos que mais gostei.

Novamente baseado na personagem de Richard Sharpe e com o fundo histórico das invasões francesas por trás consegue sem se afastar da realidade histórica construir um romance empolgante e bastante cativante.

Aliás, este de todos os que já li até agora parece-me ser o romance que mais se aproxima dos factos históricos. Admito até que foi das melhores lições de história sobre as invasões francesas que tive.

Quanto ao romance, o autor assume-o e mais uma vez contorna ligeiramente a verdade histórica de modo ao personagem caber na aventura. Mas feito, novamente devo dizer, com muita mestria.

Dividido em 3 partes, a história desenvolve-se de forma muito interessante e a maneira como a certa altura se vai intercalando o decorrer da acção em vários palcos torna o livro muito empolgante e fiquei sempre desejoso de saber o que estaria reservado na página seguinte.

View all my reviews

Sakana [Restaurantes]

Agosto (sim, vem com algum atraso) tem sido para nós o mês das loucuras gastronómicas. Com a geração seguinte fora de casa há mais tempo para aproveitar e celebrar com calma algumas datas mais especiais. E este ano não foi excepção.

Tal como fizemos em 2008 e 2009 também este ano a escolha ficou num restaurante do Grupo K.

O local mantêm-se pouco alterado nos últimos anos, apesar de uma ligeira deslocação mais para o lado ao início. E a vista sobre o Tejo continua a valer a visita. Falo claro outra vez do Urban Beach. O local onde começou a noite com uma caipirinha e uma grande vista sobre o Tejo.

Gelo picado e a quantidade certa de todos os ingredientes foram um bom início. A vista, apesar de não ser sobre uma das zonas mais nobres não deixa de ser diferente, e com a companhia certa muito agradável. O único defeito é não ter cadeiras. Problema muito pessoal, pois sofás e camas compridas não são o local que considero mais confortável.

Mas o que nos trazia a estas bandas era mesmo o jantar.

Após algumas escolhas apontámos para o Sakana. Nome dado à mais recente aposta do Grupo K, apresenta-se como cozinha de fusão, sushi e sashimi. Além disso da ementa constavam os famosos bifes de carne de Kobe. A tal das famosas vacas que são massajadas.

Para grande infelicidade a carne de vaca estava esgotada. Azar.

A escolha foi então para umas massas (o nome já se perdeu na memória) e para um prato com várias peças de sushi e sashimi à escolha do sushiman (foi assim que me foi vendido e é assim que conto a história).

E foi aqui que a coisa começou a correr mal. O restaurante tem uma decoração engraçada, mas mais uma vez a aposta em termos de assentos em anda beneficia o local. Ou bancos sem costas ou então grandes sofás. Nenhuma das opções confortável.

A falta dos famosos bifes foi a primeira falha. Esgotados. Lá nos conformámos com isso.

A massa vinha sem qualquer piada. De tal maneira que nem o nome ficou registado.

Quanto ao sushi e sashimi também foi uma desilusão esta escolha. Apesar de apreciar comida estilo japonês são poucas as variedades de peixe que verdadeiramente me fazem crescer água na boca. Salmão e peixe manteiga são mesmo a minha escolha. Atum e restantes por mim são dispensáveis. Mas numa coisa sou inflexível: cortado fino.

Não foi o caso. Foram servidos pelo sushiman demasiado grosso, tornando-se quase intragável. O empregado rapidamente percebeu que ali algo não estava a correr bem e concordando com a grossura excessiva levou o prato novamente para melhor tratamento. Voltou melhor, mas não convenceu.

E se a primeira impressão marca, então aqui foi negativa.

Como restaurante, o Sakana fica claramente desaconselhado. Mesmo com preços acessível (mas sem ser barato, note-se) acabou por revelar-se no mínimo medíocre.

Salva a noite (além da companhia é claro) a grande vista para o Tejo e a outra margem.

E salva a cara do restaurante a fantástica equipa que serve às mesas e atende o cliente. Não seria totalmente justo se não fizesse aqui essa referência. Simpatia e profissionalismo e também uma grande disponibilidade. É dos poucos casos em que me lembro de ter deixado uma boa gorjeta sem ter gostado da comida. Mas foi mais que merecida.

A noite acabou ainda com um café bem tirado, numa das mesas mais privadas que simula estar em cima do rio Tejo. E com a noite com uma lua cheia foi acabar em beleza.