Eu gosto de músicas assim*: Rayuela – Gotan Project

Conheci Gotan Project pouco depois do lançamento do seu primeiro álbum, graças ao meu irmão  que me ofereceu pelo natal um CD deles.

La Revancha del Tango foi assim a minha iniciação ao Tango Electrónico (ou o que lhe quiserem chamar tanto me faz),

Desde então que me acompanham. Para trabalhar é uma companhia quase ideal, graças ao ritmo calma e melodias que descontraem.

Tango 3.0 é o seu trabalho mais recente. Podia destacar aqui várias músicas (na realidade quase todas). Mas este Rayuela é talvez uma das favoritas entre as favoritas.

 

(link para ver o vídeo)

 

Eu gosto de músicas assim*.

 

(* – o título deste post é roubado daqui)

Alcatraz (Séries)

Alcatraz é a mais recente série da FOX, e começou a ir para o ar a 16 de Janeiro deste ano.

“A 21 de Março de 1963 Alcatraz foi oficialmente encerrada. Todos os prisioneiros foram transferidos para fora da ilha. Só que isso nunca aconteceu. De modo algum.”  (1)

E é com este mote que o narrador dá início à série e com base nisso que a história se desenvolve.

Logo no episódio piloto a detective Rebecca Madsen (interpretada por Sarah Jones) descobre que Alcatraz esconde um terrível segredo. Na realidade os prisioneiros de 1963 nunca foram transferidos tendo apenas desaparecido. Para agora começarem a reaparecer um a um. Tendo em conta que na altura a prisão albergava os criminosos mais perigosos dos EUA pode-se antever o resto do desenrolar da série.

Para ajudar a recapturar estes criminosos reaparecidos a nossa heroína vai contar com a ajuda do Dr. Diego Soto (Jorge Garcia que também entrou em Lost) enquadrado-se na equipa de Emerson Hauser (interpretado por Sam Neil, e que gostei bastante de ver em Happy Town). Um personagem que nos deixa um pouco baralhados ao início sobre quais são as suas verdadeiras intenções e responsabilidades e que vai mantendo algumas dessas questões escondidas dos restantes protagonistas.

No geral parece-me ser uma série ao estilo de FlashForward ou mesmo de THE EVƎNT, e que me agradaram e são um pouco o meu estilo de série. Receio no entanto que por parte da crítica e do público norte americano a recepção não seja a melhor e que inevitavelmente a série seja abandonada de forma um pouco mais prematura do que eu gostaria.

Em todo o caso, e apesar de ainda ser algo cedo para tirar grandes conclusões sobre a série, estou a gostar do que já vi. Vai ser uma série que irei acompanhar no futuro com algum interesse e expectativa.

(1) tradução livre da minha autoria

Super Bowl XLVI Halftime Show

Que o futebol americano é um grande espectáculo já poucas dúvidas havia. Seja dentro ou fora do campo, todos os esforços são desenvolvidos para manter a atenção do público e cativar a atenção.

A Super Bowl é a final do campeonato da NFL e se cada jogo já é um eepectáculo então este é o ponto alto.

E sesem Setembro falei do início da época da NFL, visto pelas câmaras do The Big Picture, então agora a atenção é para o final. Ou melhor para o intervalo.

O intervalo da Super Bowl é só por si um evento, dentro de outro evento. Este ano ficou a cargo da Madonna. E não deixou os créditos por mãos alheias.

É ver e apreciar os mais de 13 minutos desta actuação.

 

(link para ver o vídeo)

 

Mas isto é o 3º mundo?

Isto começa a ser preocupante. Estaremos a tornarmos-nos num país do 3º mundo (ou em vias de desenvolvimento como é politicamente correcto dizer)?

Vejo cada vez mais ataques às liberdades individuais. Vejo cada vez mais os grupos de interesses verem a sua a ser levada adiante em detrimento do interesse dos cidadãos.  Vejo o país a andar para trás.

E vejo o mundo no mesmo caminho.

Das duas umas: ou os países do 3º mundo e as ditaduras estão a evoluir e a desaparecer ou os países que se diziam desenvolvidos estão a nivelar por baixo.

Receio mais que seja a segunda hipótese. E acho preocupante esta mediocridade a que nos sujeitamos.

E basta ler o “Não, isto não é aceitável!” do Pedro Couto e Santos para perceberem do que estou a falar.

E ou se começam a preocupar a sério ou depois nãos e venham queixar.

FlashForward (Séries)

Só recentemente me dei pela grande falha de nunca ter falado da série FlashForward aqui no blog.

Foi uma série da ABC que esteve no ar entre Setembro de 2009 e Maio de 2010. Por cá passou quase sempre muito perto da data de emissão original nos EUA, o que foi muito bom. E digo foi porque infelizmente FlashForward apenas teve direito a uma temporada.

Toda a história ronda à volta de um salto de 137 segundos no tempo a que a população da terra esteve sujeita. Misteriosamente no mesmo instante todo o planeta cai num estado de inconsciência tendo durante esse tempo a possibilidade de visionar o seu futuro exactamente 6 meses após aquele momento.

A história depois desenrola-se à volta dessa temática, onde o agente do FBI Mark Benford (Joseph Fiennes do filme Shakespeare in Love) e o seu parceiro Demetri Noh (John Cho) tentam descobrir não só que causou o estranho evento mas também quem foram os responsáveis.

Claro que pelo meio uma série de teorias e conspirações vão-se desenvolvendo, envolvendo entre outros a CIA.

A crítica recebeu esta série de forma algo ambígua, não tendo no geral a opinião sido muito favorável. Curiosamente fiquei com a ideia que foi mais bem aceite fora dos EUA do que na América. Mas como o mercado principal deste tipo de programas continua a ser o continente norte americano o resultado das baixas audiências e das críticas menos positivas levou ao cancelamento de uma possível segunda temporada.

Pessoalmente tive pena de não ver pelo menos mais uma temporada. Acho que ainda havia mais alguma matéria a explorar e que podiam ter feito mais episódios. Claro que para isso os últimos enredos (já produzidos após o conhecimento do cancelamento da continuação da série) teriam de ter sido algo diferentes. Mas pelo menos ainda se consegui extrair da história mais uma temporada sem correr o risco de a coisa se tornar numa saga quase interminável tipo Lost.

Mas as coisas são o que são e ficaram pelo menos estes 22 episódios. E um final que pedia mesmo mais uma temporada.

Clay Shirky: porque é que a SOPA é má ideia [TED]

Clay Shirky é escritor e professor universitário, colunista do New York Times, Wall Street Journal e Wired, entre outros.

Nesta conversa da TED explica porque razão as leis SOPA e PIPA são má ideia.

E explica a ideia por detrás delas. As ideias muito perversas.

(ver o vídeo no site da TED)

Via Bitaites.

Petição online contra o #PL118 (actualizado)

Edit: A primeira versão da petição não continha os números do BI dos assinantes, não tendo por isso valor legal. Para corrigir essa falha foi criada uma nova petição, que se solicita que todos os que assinaram a primeira voltem a assinar.

A minha posição pública sobre o Projecto Lei 118-XII, ou #PL118, já é pública e falei dela aqui na semana passada.

Mas só falar não chega, e apesar de acreditar que as vozes de protesto, mesmo que apenas online já estão a chegar a algum lado, aqui fica mais uma sugestão de acção contra esta lei injusta para o consumidor, que em pouco beneficia os verdadeiros autores e que é totalmente desajustada à evolução tecnológica e a um país em crise.

Foi lançada uma petição online contra o PL118. O objectivo é atingir as 4.000 assinaturas (já se passou a meia marca).

Basta visitar a Petição Online e assinar a mesma (confirmando depois através do link que se recebe no email).

Como diz o site “pessoalmente concordo com esta petição e acho que também vais concordar”.

(PS – Pode-se ir acompanhando através do blog da Jonasnuts todos os links para este assunto.)

SOPA e PIPA

Não, não me enganei no blog e não venho falar aqui de comidas.

SOPA e PIPA são duas legislações que estão a tentar ser aprovadas nos EUA. Também elas, à semelhança do #PL118 são um atentado às liberdades individuais e uma aberração jurídica.

Num resumo muito simples a SOPA pretende obrigar os ISP americanos a bloquear o acesso aos sites suspeitos de alojar material protegido por copyright. E impedir que as empresas de publicidade ou empresas financeiras façam qualquer tipo de negócio com esses sites.

A PIPA pretende barrar o acesso aos sites alojados foras dos EUA (e que a SOPA não consegue desligar) impedindo que os ISP comuniquem com os IP’s que constarem dessa lista negra. Mais uma vez sem qualquer processo judicial.

Apesar de parecerem inofensivas estas duas propostas de lei na prática podem acabar com a internet. O Youtube pode ter que remover a maioria dos seus vídeos ou será bloqueado. E quem fala no Youtube fala em outros sites com conteúdos produzidos pelos utilizadores.

Facebook, Twitter, Youtube, Blogger, WordPress, Google e muitos mais podem ser assim bloqueados.

Estamos perante uma verdadeira tentativa de censurar a internet.

Felizmente parece que o Presidente dos EUA, Barak Obama, já retirou o apoio às propostas de lei, o que vai inviabilizar a sua aprovação.

Mesmo assim muitos sites apresentaram o seu protesto, e durante o dia 18 de Janeiro, mensagens e faixas com a palavra “censured” foram colocadas em substituição ou por cima de partes do conteúdo normal de vários sites.

O resto do mundo pouco pode fazer ou influenciar directamente o processo legislativo dos EUA. Pode no entanto protestar.

E se não estão ainda preocupados com todas estas questões imaginem um mundo sem Google, Facebook, Twitter, Youtube ou qualquer outro site que alguém decida estar a infringir direitos de autor e promover a pirataria e decidir bloqueá-lo.

No fundo imaginem um mundo sem internet. Um mundo como à 30 anos.

E agora imaginem não ter sabido de acontecimentos mundiais em alguns países onde ditaduras tentam silenciar os seus habitantes (como aconteceu no Egipto, no Irão, na China, etc…).

Imaginem e depois digam-me se não estão preocupados…

PL118

O Projecto Lei 118, ou mais vulgarmente conhecido como a Lei da Cópia Privada foi apresentado na Assembleio da República pelo PS. Facto até irrelevante pois parece que todos os restantes partidos políticos com assento parlamentar apoiam a iniciativa.

Tanto quanto sei apenas o Bloco de Esquerda colocou algumas dúvidas ao formato em que foi apresentado, apesar de na generalidade apoiar a iniciativa.

No fundo admito que não tenho acompanhado esta “novela” com a devida atenção, e já se sabe que nesta coisa da política tudo é dito de forma vaga e geral e que afinal o que foi dito não era bem o que foi dito mas sim algo que se queria dizer e não se disse. O costume.

O que tenho acompanhado com mais atenção tem sido o que se passa na blogosfera. Ou pelo menos em parte dela (admito que não leio blogs de carácter político).

Já muito foi dito sobre o PL118, e podem ir acompanhando os vários links que falam do assunto nesta complilação sobre o #PL118 que a Jonasnuts vai reunindo.

Por isso pouco mais tenho a acrescentar sobre o assunto. Não posso no entanto deixar de registar a minha discordância com esta ideia, absurda para dizer o mínimo, que é criar uma taxa que em nada beneficia os verdadeiros autores.

Mais ainda vai obrigar muitos a pagar em duplicado por alguns conteúdos (basta ver o caso da música comprada no iTunes ou outra qualquer loja online). Isto não é pirataria. E os autores estão a ser remunerados pela compra. Então porquê pagar novamente por algo que já se pagou?

Mas o ridículo não acaba aqui. Se eu comprar um cartão SD para a minha máquina fotográfica vou pagar essa taxa. E quando colocar as minhas fotos no disco externo vou pagar essa taxa no equipamento que comprar. O único “artista” envolvido sou eu. Mas o único “artista” envolvido vai pagar a taxa.

E entretanto outros (e reparem que aqui não aplico o termo artistas pois tenho sérias dúvidas se esses irão ver algum cêntimo desse valor) vão ganhar com isso. Vão ganhar com o meu trabalho. Com as minhas criações.

Na realidade já o fazem. Só vai passar a ser de uma forma ainda mais verdadeiramente vergonhosa. Ou será se o material de armazenagem (cartões, discos externos, etc…) forem comprados em Portugal, pois já se está a ver onde isto vai levar o pessoal a fazer compras.

Foi também sugerido que deveriam ser os vendedores a absorver essa taxa e manter o preço de venda. Parece interessante, mas e de acordo com a previsão do Celso Martinho, em 2020 um disco de 14Tb custará cerca de 30€ e pagará 280€ de taxa de acordo com esta lei. Feitas as contas o vendedor para absorver a taxa vai ter um prejuízo para me vender um disco externo. Não me parece um princípio muito bom para uma empresa que queira dar lucro.

Mas porquê só vir agora falar disto? Em parte porque o trabalho tem-me ocupado grande parte do dia. E no tempo livre outros projecto (porque ainda não desisti deste país) ocuparam o pouco tempo livre.

Em resumo classificar esta lei, e muitas das declarações sobre elas proferidas, como uma imbecilidade é ser simpático.

Só sei que tudo isto me faz ter pena e vergonha de viver neste Portugal.

Estamos em crise. Precisamos de soluções. E só vejo uma série de incompetentes a mandar e a ter ideias idiotas.

Assim não vamos lá.

Assim cada vez menos as pessoas vão acreditar na politica e nos políticos.

Assim não.

xkcd: 1000 Comics

O xkcd chegou ao impressionante número de 1000 Comics.

Mas mesmo sem esse feito já merecia uma referência aqui no site. Um humor fantástico e muito perspicaz.

(e quero ver o que acontece daqui a mais 24 cartoons…)

LouiseBrooks theme byThemocracy

Dizer NÃO à taxa