Category: Filmes

“Comando”

Num filme um bom enredo e uma boa produção são fundamentais. Esta pequena curta metragem vem provar exactamente isso.

“Comando” é um aproveitar de vários recursos. Um enredo bem conseguido (adoro a parte inicial) e uma produção excelente.

Comando – Oficial Trailer from FaiscaFilms on Vimeo.

Tudo com um orçamento de apenas 27 Euros e muito trabalho de braços para construir a trincheira de 15 metros que protagoniza a parte principal da acção.

Realização: Patrício Faísca, Sonat Duyar
Produção: Patrício Faísca, Alejandro Hernandez
Argumento: Sonat Duyar
Música: Sonat Duyar
Fotografia: Patrício Faísca, Rúben Botelho
Montagem: Patrício Faísca, Sonat Duyar
Som: André Ferreira
Interpretação: Nuno Custódio

A curta completa pode ser vista no site oficial.

Phineas e Ferb através da 2ª dimensão [Filmes]

Phineas e Ferb tem sido uma das minhas séries favoritas dos últimos tempos. “Forçado” que sou a ver desenhos animados – e felizmente a oferta neste campo e para a língua portuguesa tem melhorado e muito – é com muito gosto que vejo estes.

Estreou no sábado passado em Portugal o filme “Phineas e Ferb através da 2ª dimensão” no Canal Disney (disponível de forma gratuita na grelha de vários operadores por cabo).

Como estava gravado na minha box do MEO, a tarde de Domingo começou em grande comigo a ver o filme mais o meu filho. Vale bem a pena, especialmente para quem segue a série.

No fundo o filme nada mais é do que um episódio grande (bem grande, com cerca de 78 minutos). Apesar disso a história consegue manter-nos agarrados ao lugar do sofá e mesmo os mais novos não se desmotivam ou distraem a meio.

Quem ainda não conhece aqui fica o trailer do filme (na versão em inglês):

E não posso também deixar de chamar atenção para o genérico da série, com umas das músicas mais divertidas para se começar o dia (os episódios dão de manhã, um pouco antes das 8h00 no Canal Disney e ocupam parte das minhas manhãs diariamente):

Podem tentar voltar a apanhar o filme no Canal Disney, porque deve certamente repetir. Até lá podem sempre ir acompanhando os episódios diários da série.

A Origem (Inception) [Filmes]

E ida ao cinema. Coisa rara para mim, porque nunca gostei muito de estar a ser incomodado pelos barulhos dos outros enquanto vejo o meu filme. Mas como a companhia valia a pena lá fui.

O filme escolhido foi A Origem. Com o título Inception na versão original, que me agrada mais até porque nunca fui muito destas coisas de traduções nos nomes do filmes. Perde-se sempre algo e raramente o nome em português é bem conseguido. Mas adiante que o assunto hoje não é esse.

O meu primeiro receio era mesmo ver um filme com o Leonardo DiCaprio. Admito que nunca vi muitos filmes com ele, mas depois de filmes como Titanic, The Beach e Romeo + Juliet a minha ideia sobre o rapaz era talvez a menos correcta. Ou melhor dizendo, o rapaz mostra-se mais versátil do que eu imaginava e capaz de fazer grandes bons filmes. Portanto gostei dele neste filme, para resumir um pouco as coisas.

E agora começam os spoilers.

A ideia por detrás de Inception é simples. Existe uma tecnologia que permite entrar no sonhos das pessoas e alguns poucos bem treinados (os extractores) conseguem roubar de lá ideias. Ficção? Sim, mas da boa. Ao nosso herói (sim, já trato o Leonardo DiCaprio por herói) é dada uma missão: entrar num sonho, não para roubar como habitualmente faz, mas sim para implantar uma ideia. Uma inception como lhe chamam no filme.

O argumento acaba por ser genial pela sua simplicidade, mas que o seu criados, Christopher Nolan, consegue encher com voltas e reviravoltas que que fazem crer que o senhor não é uma pessoa totalmente equilibrada. Mas no bom sentido. No sentido que por vezes me fez lembrar a genialidade por detrás da história de The Matrix. Tal como algumas das cenas quase parecem de lá tiradas, para meu agrado.

Povoado por imagens de cenários e paisagens de uma criatividade suprema os efeitos especiais muitas das vezes acompanham de forma quase imperceptível, dando a ilusão que tudo aquilo existe. No final fica-se com a ideia que tudo aquilo de facto existe. E esse é outro trunfo deste filme.

Quanto aos actores destaco dois, de um lote que acaba quase todo por ser muito bom. O primeiro será mesmo o protagonista principal: Leonardo DiCaprio. Gostei dele no filme. Mostrou-me ser mais versátil do que eu pensava. Surpresa agradável para mim, que como já disse, tinha alguns preconceitos e desconhecia um pouco o seu trabalho.

O segundo destaque vai para Joseph Gordon-Levitt. Já muito meu conhecido da série “3rd Rock from the Sun” (3º calhau a contar do sol, como é conhecido na nossa televisão) pelo personagem Tommy Solomon do qual se consegue distanciar por completo. Faz aqui o papel do sidekick principal do herói, e fá-lo de uma forma brilhante. Acaba por ser ele que tem talvez uma das melhores cenas do filme em que luta contra um dos inúmeros vilões num corredor que vai rodando durante um período de ausência de gravidade. Confusos? Quando virem o filme depois percebem melhor como se enquadra.

Inception (ou A Origem) é pois um filme que vale a pena ver. Especialmente para quem gosta de ficção. Quem gostou do The Matrix vai certamente também gostar.

E no fim vai ficar sempre aquela dúvida quando… bem depois vêem, pois não vale a pena contar aqui tudo.

“I am a video game addict” [Documentário]

(Ver vídeo)

“I am a video game addict. And it’s not because of a certain number of hours I’ve spend playing or nights I’ve gone without sleeping to finish the next level. It is because i had life altering experiences in virtual space. And video games have begun erode my own understanding of what is real and what is not. I’m addicted because even through i know I’m losing my gripe on reality i still crave more.”

Estas palavras fortes são de um viciado em jogos. Um vídeo muito poderoso em que se consegue perceber a angustia que esta pessoa sofre com a sua condição de viciado.

Gran Torino [Filmes]

E porque me apetece continuar a falar de filmes chega a vez de Gran Torino.

Nunca fui grande fã do Clint Eastwood. Pelo menos do cowboy, personagem na qual me habituei durante a minha infância a ver este actor. Como realizador já comecei a gostar mais dele, apesar de conhecer mal a sua obra e até achar alguns dos títulos um pouco lamechas.

(aviso: pode conter spoilers)

Gran Torino

Imagem: The Gran Torino website

Quanto a Gran Torino é um grande filme. Temos de volta aquele Clint Eastwood que é um gajo duro. Quase um cowboy dos tempos modernos.

O personagem é um americano da velha guarda (veterano da guerra da Correia) que vê o seu bairro a deteriorar-se. E dá por si a fazer algo para alterar a situação. Quase contra a sua vontade.

Um argumento muito bom e onde Clint Eastwood sabe jogar com a idade que tem. Já com quase 80 anos, no filme aproveita isso e não tenta de forma alguma fazer-se passar por mais novo. Faz o papel de um herói sem ser um herói de acção. Ou pelo menos aquele tipo de herói de acção que estamos habituados a ver em cenas de acção.

De todo o filme o mais surpreendente para mim acaba mesmo por ser o final. (novo aviso: pode vir mais spoilers) Acaba por ser algo diferente do que esperávamos, apesar de ser uma atitude ao nível do nosso herói deste filme.

É mesmo um filme que aconselho a ver. Para quem sempre se habituou a Clint Eastwood no papel de cowboy ou polícia durão, então Gran Torino vai ser uma surpresa. Muito agradável. Um bocado ver o envelhecer do nosso ídolo mantendo o seu (mau) feitio.

Inglourious Basterds [Fimes]

Apesar de ser grande fã de ver filmes não sou propriamente grande fã de ir ao cinema. Esta foi uma das ocasiões em que fiquei feliz por ter ido.

(aviso: pode conter spoilers)

Inglourious Basterds é o novo filme de Quentin Tarantino. É um filme genial. E é porque é um filme de Tarantino, por Tarantino. E como o Tarantino quer.

É daqueles filmes que de início ao fim tem o cunho de Tarantino. Por vezes marcado por alguma violência, um pouco ao estilo de Pulp Fiction e Kill Bill. E sempre filmado ao melhor estilo de Tarantino.

Com um enredo que tão depressa é previsível como de repente dá reviravoltas inesperadas. Algo que vagueia ao sabor da vontade de argumentista sem se preocupar com regras ou convenções. O resultado acaba por ser algo de genial.

Recomendo fortemente que o vão ver. Excepto se não gostarem mesmo nada de Tarantino. Nesse caso não vão gostar do filme.

Para quem ainda não teve oportunidade de o ir ver aqui fica o trailer:

(link do vídeo)

The Matrix Trilogy [Filmes]

The Matrix é um dos meus filmes favoritos. Tal como os restantes títulos da trilogia: The Matrix Reloaded e The Matrix Revolutions. No total, entre os três filmes, já os devo ter visto mais de 30 vezes (sim eu sei: é um exagero).

Não sei se por ser uma trilogia mas logo desde o início que se tornaram em filmes de culto.

E o primeiro filme já foi lançado à 10 anos.

A ideia por detrás desta trilogia dos irmãos Wachowski (Andy e Larry) é bastante simples. A raça humana foi dominada por uma sociedade de máquinas que os usam como forma de energia.

Cabe a Neo (Keanu Reeves) liderar a revolução que vai libertar a humanidade e devolver o controlo do planeta. Para isso vai contar com a ajuda da resistência que se organizou e em especial de Morpheus (Laurence Fishburne) que dedica a sua vida a encontrar o escolhido.

Dos vários filmes devo dizer que o meu favorito é mesmo o primeiro, onde Neo vai descobrir a verdade. Vai também aprender a controlar os seus poderes. A forma como o filme acaba achei genial e deixa-nos completamente cheios de vontade de ver o próximo. Na altura lembro-me que ainda tive de esperar algum tempo (cerca de 3 anos).

No segundo filme gostei bastante do papel do Agent Smith (Hugo Weaving) que achei que teve um desempenho excelente. A cena da luta entre Neo e os vários Agent Smith é um das minhas partes favoritas.

E finalmente chega o final desta trilogia. Foi de todos os capítulos o que menos gostei e acho que por vezes é algo confuso. Por vezes ficamos na dúvida o que é real e o que não é.

Só comprei o primeiro DVD muito depois de este ter saído, mas os restantes foram comprados muito mais perto da data de lançamento.

É uma trilogia que aconselho vivamente a quem gostar do género. Quem não apreciar uma mistura de fantástico com ficção cientifica não vai gostar mesmo nada destes filmes.

Slumdog Millionaire [Filmes]

Afinal as expectativas que criei em torno deste filme, quando vi o trailler, foram justificadas. Vi e gostei. E recomendo.

Slumdog Millionaire

(aviso: pode conter spoilers)

No fundo Slumdog Millionaire é uma história de amor, mas sem ser lamechas. Ou pelo menos sem ser muito lamechas. Ou melhor eu não achei lamechas.

Normalmente quando crio algumas expectativas em relação a um filme acabo por ficar algo desiludido. Desta vez não aconteceu.

A maneira como o filme foi filmado conseguiu mesmo superar as minhas expectativas. Pelo trailler estava à espera de algo um pouco ao estilo de Bollywood. No entanto, a acção a mudar entre o passado e o presente do personagem principal foi ainda melhor do que eu pensava. A utilização do formato do concurso televisivo para por vezes definir o ritmo do filme só ajuda a aumentar o suspense e faz com que o filme valha mesmo a pena ver.

Apesar de não ser um daqueles filmes que vá ficar para sempre em memória acho que os Óscares que ganhou foram bem atribuídos. A realização e a montagem são excelentes. A banda sonora quase não dei por ela pois acaba por fazer parte do filme. Para mim isso é como uma banda sonora deve ser: integrar-se no filme e ajudar o enredo sem no entanto se destacar ou sobressair.

Uma última nota para a parte final onde durante os créditos aparece uma dança muito ao estilo Bollywood. Muita gente não gostou desta parte e já ouvi mesmo dizer que fica mal no filme. Por mim gostei.

Hancock [Filmes]

Este fim de semana estive meio doente (com uma gripe) e aproveitei para descansar um pouco e ver alguns filmes.

Uma das escolhas foi para Hancock, com o Will Smith. É a história de um super herói que caiu na desgraça. É odiado pela população e tem alguns comportamentos algo questionáveis.

A história não é nada de especial, mas mesmo assim tem o seu quê de interessante. Eu pelo menos gostei e achei interessante, apesar de talvez pudesse ter sido algo melhor explorado.

Mas a história não é tudo e a interpretação dos actores pode transformar um bom argumento num bom filme ou vice-versa.

Achei que este não foi dos melhores filmes de Will Smith. Fiquei um pouco decepcionado com a interpretação se bem que talvez parte seja responsabilidade de um argumento pouco profundo e que não é (talvez) dos melhores. Para mim fica mesmo no fim da lista dos filmes que já vi com o Will Smith.

E depois de I Am Legend a fasquia ficou algo alta porque acho foi talvez o melhor filme de Will Smith (mesmo com aqueles zombies fracotes).

Foi divertido mas não é daqueles filmes que tenha vontade de voltar a ver. Seja lá de quem for a culpa.

I, Videogame [Documentário]

Este documentário do Discovery Channel mostra a evolução dos jogos de vídeo ao longo dos tempos, desde os anos 70 com os primeiros computadores até se ter tornado na indústria multi-milionária que é actualmente.

Algo que hoje é totalmente impensável para a maioria de nós são microcomputadores que apenas tinham o tamanho de um frigorífico. Em comparação com as versões anteriores que ocupavam salas eram verdadeiramente pequenos.

Tal como muitas das tecnologias actuais também os jogos de vídeo derivaram de tecnologias militares. E pensar que tudo começou com o Pong nos EUA.

Mais tarde no final dos anos 70 começaram os japoneses a criar jogos com o Space Invaders. Apresentaram também aquele que foi a primeira estrela dos vídeo jogos: Pac-Man.

Mais tarde aparece o Atari 2600, que foi das primeiras consolas que permitiu levar os vídeo jogos para casa. Utilizava um sistema de cartuchos que permitia correr vários jogos.

Ainda antes do final da Guerra Fria surge o Tetris. Uma ideia simples que pôs o mundo a pensar em encaixar quadrados.

Actualmente o mundo dos jogos já mudou muito. Está numa fase em que se concentra na qualidade gráfica e na ligação entre jogadores. Daí que os jogos MMO estejam a ganhar cada vez mais terreno e os seus títulos tenham cada vez mais sucesso. Mas o que os primeiros vídeo jogos fizeram foi abrir a mente das pessoas para esta tecnologia (sem a qual já quase não vivemos) e começaram uma revolução.

Provavelmente as próximas gerações não vão conhecer estes títulos. Terão as suas próprias referências em jogos como GTA ou World of Warcraf. Mas foi com eles que tudo começou.

O documentário que o conteúdo resumi já passou no Discovery Channel em Portugal. No YouTube encontrei a versão em inglês (com legendas acho que em holandês).

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