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Food Photography – Uma Introdução

Tanto a fotografia como a comida são duas das minhas paixões. Aqui fica um link para aprender mais um pouco sobre Food Photography.

Via Scoop.it - Foodies

DaCozinha, by JoeBest [Internet]

DaCozinha é o novo espaço online de José Carlos Besteiro, também conhecido por JoeBest (ou @supirinho no Twitter).

Gastrónomo por inspiração estamos perante um homem que trata a comida por tu. E faz coisas deslumbrantes com ela.

E agora temos o prazer de estar a partilhar connosco alguns dos seus segredos e criações.

Para todos os que gostam de cozinhar este é um site a seguir com atenção.

Além disso o Chef apresenta também uma série de outros serviços, como workshops com variadas temáticas, e duas ideias ainda raras por cá: Chef em sua Casa e Clube de Jantares. Mais razões para fazer uma visita a este novo site e ficar a conhecer melhor o mundo da cozinha.

Sakana [Restaurantes]

Agosto (sim, vem com algum atraso) tem sido para nós o mês das loucuras gastronómicas. Com a geração seguinte fora de casa há mais tempo para aproveitar e celebrar com calma algumas datas mais especiais. E este ano não foi excepção.

Tal como fizemos em 2008 e 2009 também este ano a escolha ficou num restaurante do Grupo K.

O local mantêm-se pouco alterado nos últimos anos, apesar de uma ligeira deslocação mais para o lado ao início. E a vista sobre o Tejo continua a valer a visita. Falo claro outra vez do Urban Beach. O local onde começou a noite com uma caipirinha e uma grande vista sobre o Tejo.

Gelo picado e a quantidade certa de todos os ingredientes foram um bom início. A vista, apesar de não ser sobre uma das zonas mais nobres não deixa de ser diferente, e com a companhia certa muito agradável. O único defeito é não ter cadeiras. Problema muito pessoal, pois sofás e camas compridas não são o local que considero mais confortável.

Mas o que nos trazia a estas bandas era mesmo o jantar.

Após algumas escolhas apontámos para o Sakana. Nome dado à mais recente aposta do Grupo K, apresenta-se como cozinha de fusão, sushi e sashimi. Além disso da ementa constavam os famosos bifes de carne de Kobe. A tal das famosas vacas que são massajadas.

Para grande infelicidade a carne de vaca estava esgotada. Azar.

A escolha foi então para umas massas (o nome já se perdeu na memória) e para um prato com várias peças de sushi e sashimi à escolha do sushiman (foi assim que me foi vendido e é assim que conto a história).

E foi aqui que a coisa começou a correr mal. O restaurante tem uma decoração engraçada, mas mais uma vez a aposta em termos de assentos em anda beneficia o local. Ou bancos sem costas ou então grandes sofás. Nenhuma das opções confortável.

A falta dos famosos bifes foi a primeira falha. Esgotados. Lá nos conformámos com isso.

A massa vinha sem qualquer piada. De tal maneira que nem o nome ficou registado.

Quanto ao sushi e sashimi também foi uma desilusão esta escolha. Apesar de apreciar comida estilo japonês são poucas as variedades de peixe que verdadeiramente me fazem crescer água na boca. Salmão e peixe manteiga são mesmo a minha escolha. Atum e restantes por mim são dispensáveis. Mas numa coisa sou inflexível: cortado fino.

Não foi o caso. Foram servidos pelo sushiman demasiado grosso, tornando-se quase intragável. O empregado rapidamente percebeu que ali algo não estava a correr bem e concordando com a grossura excessiva levou o prato novamente para melhor tratamento. Voltou melhor, mas não convenceu.

E se a primeira impressão marca, então aqui foi negativa.

Como restaurante, o Sakana fica claramente desaconselhado. Mesmo com preços acessível (mas sem ser barato, note-se) acabou por revelar-se no mínimo medíocre.

Salva a noite (além da companhia é claro) a grande vista para o Tejo e a outra margem.

E salva a cara do restaurante a fantástica equipa que serve às mesas e atende o cliente. Não seria totalmente justo se não fizesse aqui essa referência. Simpatia e profissionalismo e também uma grande disponibilidade. É dos poucos casos em que me lembro de ter deixado uma boa gorjeta sem ter gostado da comida. Mas foi mais que merecida.

A noite acabou ainda com um café bem tirado, numa das mesas mais privadas que simula estar em cima do rio Tejo. E com a noite com uma lua cheia foi acabar em beleza.

Ir comer em Valhelhas [Restaurantes]

Armado com uma excelente sugestão do Pedro Rebelo (fico a aguardar a review do restaurante entretanto) lá fomos em direcção a Valhelhas.

No sopé da Serra da Estrela esta pequena aldeia apresenta uma excelente variedade gastronómica, que faz inveja a muitas localidades deste país.

O local escolhido acabou por ser o Soadro do Zêzere. No hotel foi sugerido como sendo mais adequado aos mais pequenos que povoavam o nosso grupo em número agradável.

A primeira impressão da localidade é fantástica. De uma beleza diria quase fora do comum não fosse haver mais algumas terras vizinhas a partilhar a belíssima paisagem.

Quando ao restaurante entramos numa pequena sala. Com um ar muito requintado e bem arrumado tem logo à entrada a mesa do buffet de sobremesas. Sobressai logo à vista um excelente leite creme e o requeijão para acompanhar com vários doces (sobremesa bastante popular nestas bandas).

À mesa as entradas esperavam por nós. Já atrasados para a reserva tínhamos ligado a saber a ementa o que me fez salivar durante 15 km. Mas já lá vamos.

O queijo fresco estava já temperado com pimenta e uma pitada de sal. Um toque bastante agradável tendo em conta a mestria com que tinha sido feito o tempero.

A acompanhar as entradas as típicas azeitonas. Verdes. Bastante saborosas até, apesar da minha preferência ser pelas azeitonas esmagadas.

A surpresa, principalmente por ser pouco usual nos restaurantes estava no azeite. Simples, com um dente de alho para temperar.

Isto tudo com a fantástica broa que se faz nesta zona e logo aqui fiquei fã do Soadro do Zêzere.

Para o prato principal fomos por uma das sugestões da casa: Sopa Seca.

A melhor descrição foi mesmo a do dono: “tipo cozido à portuguesa. Mas as carnes são desossadas. Tudo acompanhado com muita couve cozida. E bastantes enchidos”.

Mas fica ainda melhor. Esta combinação só por si já de fazer crescer água na boca é preparada de maneira especial. Por baixo ficam as carnes com o chouriço, dento do próprio caldo da cozedura. Por cima leva as couves. Cobre-se com fatias de pão e vai ao forno. No final os enchidos são colocado no topo.

Foi uma das melhores refeições que fiz nos últimos tempos. Tudo acompanhado com um vinho tinto da zona: Quinta dos Termos 2008. Um vinho tinto suave com fruta vermelha e uns toques a baunilha e alguma madeira (muito ligeira). Talvez das melhores combinações possíveis entre um prato e um vinho. Foi por sugestão da casa e devo dizer que foi muito bem aconselhado. Infelizmente nem sempre em Portugal neste campo se tem uma atenção nestes pormenores. E servido à temperatura ideal de 18ºC.

E se a refeição já ia pesada ainda faltava mais uma das pieces de resistance da casa. O buffet de sobremesas.

Sem cair na tentação de exagerar na variedade o Soadro do Zêzere apresenta um buffet com doces e frutas suficientes. Destaca-se o arroz doce e o leite creme. No último tivemos a sorte de apanhar um prato acabado de queimar. Não podia estar mais perto da perfeição.

Destaco ainda o famoso requeijão. Sobremesa popular por estas zonas deve-se acompanhar com doce.

Se por acaso alguma vez estiverem nas proximidades de Valhelhas (algures entre Manteigas e Belmonte, bem no sopé da Serra da Estrela) então este é também um bom restaurante para visitar. Caso não estejam por perto então façam o desvio que vale a pena a refeição.

Urban Beach [Restaurantes]

E se há um ano atrás falava do Kubo, desta vez venho falar do Urban Beach.

Estamos perante o mesmo conceito. Um restaurante esplanada bar com vista para o Tejo. Situado um pouco mais perto da zona do Porto de Lisboa a vista fica um pouco mais industrial. Mas agradável na mesma.

Quanto à decoração estamos, como já disse, perante o mesmo conceito.

Urban Beach

No exterior tem um aspecto de praia. Bastante areia e uma passadeira enorme levam até à entrada. Sempre com uma iluminação muito bem conseguida. No interior no entanto não deixei de ficar com a ideia que era o mesmo que o Kubo. Mas com menor qualidade. Algo com um ar muito provisório (não ficava surpreendido de visse um contentor tipo as obras).

Quanto à comida voltamos à mesma questão. O mesmo. As diferenças para a oferta do ano anterior no restaurante o Kubo foi praticamente uma duplicação neste Urban Beach. A única diferença significativa foi a inclusão de uma cataplana de peixe o que é claramente positivo num restaurante onde só se servia carne.

O atendimento foi muito bom. Simpáticos e profissionais tiveram sempre a atenção de servir bem mas sem incomodar. Outro ponto positivo.

Mas nem tudo foi bom. Além da sensação de ter sido mais do mesmo, as coisas começaram logo mal com os aperitivos: caipirinhas, com gelo inteiro. Digam o que disserem para mim o gelo na caipirinha tem de ser picado. E pior é que nem sequer havia essa possibilidade pois não picavam o gelo.

Depois de esse mau início ainda fomos brindados por uma festa de anos de umas miúdas (talvez dos seus 10 anos). Obviamente que o barulho por vezes passou os níveis razoáveis, o que veio provar a minha teoria de que aquele ambiente não é para aquela faixa etária.

No final a sobremesa também não impressionou. Estava boa mas não era nada diferente do ano passado.

Resumindo em poucas palavras foi mais do mesmo. E com menos qualidade e pior ambiente. No meu teste, o Urban Beach não passou.

A única coisa que salvou a noite foi mesmo a companhia. Foi o que fez a diferença entre uma noite totalmente falhada e uma noite muito agradável.

(No final ainda houve tempo para um pequeno salto ao Bairro Alto, que lamento dizer já não é a mesma coisa. Mas essa história fica para outra oportunidade).

Kubo Bar Esplanada [Restaurantes]

Situado em Santos, frente ao Tejo, o Kubo Bar Esplanada tem certamente uma localização privilegiada que garante logo à partida uma vista excelente. E de facto é o que acontece.

Ontem decidi ir lá jantar ao início da noite.

A noite estava agradável se bem que um ligeiro vento bastante comum nessa zona do vale do Tejo teimava em tentar estragar a noite. Felizmente não o conseguiu.

O local está muito bem conseguido. Sendo uma plataforma elevada tem uma vista sobre o Tejo e a margem sul deslumbrante (mesmo não sendo aquela a zona mais bonita deste rio). A esplanada termina num espelho de água que se confunde com o rio causando um efeito visual muito relaxante. Parece até que estamos em pleno rio Tejo.

Como o objectivo era jantar após um aperitivo decidimos ir até ao restaurante lounge onde se serve o fondue. Mais uma vez o espaço está muito bem conseguido, criando através do uso de espelhos uma sensação de dimensão muito superior à real e permitindo a quem fica de costas para o rio aproveitar da vista sem quase nenhuma limitação.

Para entrada comi beringela com tomate e queijo mozarella gratinado. Não sendo grande fã dos dois vegetais em causa devo dizer que gostei muito. O queijo mistura-se muito bem com os vegetais e anula o seu sabor forte o que para mim é o ideal. Com mozarella gratinado pode-se fazer coisas mais interessantes para entrada mas não foi mau. Houve quem não tivesse gostado tanto como eu.

É um restaurante que se diz de fondue mas na minha opinião o que é servido é carne na pedra. Supostamente o fondue consiste numa panela com óleo (ou queijo) mas o que é servido aqui é carne para se colocar em cima de uma pedra quente e dessa forma grelhá-la. Pormenores semânticos à parte passemos à frente.

Quanto ao prato principal não há muita variedade. Limita-se a duas hipóteses: fundue de novilho e fundue misto (de novilho, porco e avestruz mas que por azar estava esgotado). No final disseram-nos que em breve deve haver também de peixe e marisco, o que deve ser interessante se bem escolhido o peixe.

Quem me conhece sabe que não sou grande apreciador de carne de vaca mas devo admitir que a carne servida aqui era de muito boa qualidade e gostei bastante do sabor. O facto de ser cozinhado por nós permite ter a liberdade de passar a carne a gosto e assim cada um teve a oportunidade de comer a carne como mais gosta. Certamente uma das vantagens. Para acompanhar batatas fritas (não muito original), meloa e ananás que aproveitei para passar na chapa quente e tostar um bocadinho. Isto tudo bem acompanhado com 6 variedades de molho que completmentam muito bem a carne e satisfazem todos os gostos.

Quanto ao vinho fomos para um João P. Ramos Aragonês. Um vinho muito macio e que acompanhou muito bem a refeição. Se já era fâ deste produtor mais ainda fiquei.

Como sobremesa escolhemos gelado e um brownie. Quanto ao primeiro nada de especial limitando-se a 3 bolas numa taça. Não havia muitas variedade (algumas estavam esgotadas) e as que havia não eram particularmente interessantes. Salvou-se o sabor de tangerina mas na minha opinião faltava talvez o chocolate. Quanto ao brownie era servido ligeiramente quente e com chocolate em cima. Apesar de aparentemente pequeno revelou-se suficiente ou então tornaria-se um bocado enjoativo. Acabámos por misturar as duas sobremesas o que se revelou a melhor ideia para a sobremesa.

Resumindo: As entradas podiam ser mais diversificadas ou melhor escolhidas. Há pouca variedade de pratos principais mas são suficientes pois têm qualidade. Nas sobremesas há que trabalhar um pouco mais pois corre-se o risco de estragar a imagem conseguida com o que já foi servido antes.

Não deixa no entanto de ser um local agradável principalmente por causa da paisagem e da excelente vista sobre o Tejo. Um bocado caro mas suporta-se bem para uma ida ocasional.

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