Caça ao pato [Fotos]

Quando comprei a minha nova máquina uma das coisas que fiz foi levá-la logo a dar uma voltinha. Mas nem sempre a objectiva que vinha com a máquina se adequava ao objecto da foto.

Por isso quando finalmente comprei a objectiva Sigma 55-200 mm levei-a logo para a rua. E nessa primeira vez decidi ir à “caça” ao pato.

Aqui ficam essas primeiras fotos tiradas no jardim da Fundação Calouste Gulbenkian:

Editar fotografias com o clone stamp do Paint.Net [Tutorial]

Normalmente não costumo editar ou retocar as fotografias que tiro. Prefiro que fiquem como foram tiradas e também sou um pouco preguiçoso para o fazer.

No entanto por vezes há excepções. Quando isso acontece normalmente costumo utilizar o Paint.Net . É grátis e faz quase tudo o que os mais profissionais fazem (como o Photoshop por exemplo). Pelo menos a um nível mais amador serve perfeitamente.

paintnetlogo

O problema é que normalmente só se encontram tutoriais e livros que explicam como fazer a edição no Photoshop (ou noutros programas pagos). Por isso aqui fica como utilizar a ferramenta clone stamp no Paint.Net,  visto que tive algumas dificuldades em encontrar informação de como o fazer.

A foto original que tirei tinha alguns problemas.Vários cabos eléctricos estragavam a paisagem e tiravam-lhe o ar de campo que eu pretendia transmitir.

Por isso decidi editar a fotografia e fazer esses cabos desaparecer.

A ferramenta em causa é esta e permite clonar áreas para corrigir pequenos defeitos.

clonestamptool

Para a usar escolhe-se a área que se pretende clonar clicando-a enquanto se pressiona a tecla Ctrl (em baixo com o nº 1). Depois clica-se na zona que se pretende alterar (em baixo com o nº2). O programa vai manter a relação entre as duas áreas enquanto não se fizer uma nova substituição, isto é vai substituir a zona 2 pelo que estiver na zona 1.

clonestampuse

Para eliminar este cabo bastou então ir clonando o céu por cima. Para os restantes cabos fiz operações idênticas, tentanto sempre escolher a zona a clonar o mais parecida com o que deveria estar no locar a substituir.

Aconselho a usar um grande zoom enquanto se trabalha. Eu fiz sempre com 200%, o que depois faz com que se note menos a edição da fotografia. Dá mais trabalho mas garante melhores resultados.

O resultado final é muito melhor.

Quando tirei a foto original já estava a pensar na edição, pois não consegui o enquadramento pretendido. Isso ajuda um pouco o trabalho posterior, mas não é obrigatório.

Mesmo num programa simples é uma ferramenta muito poderosa. Tenho feito muitas correcções, algumas delas grandes como fazer desaparecer pessoas inteiras (estranhos no 2º plano de fotos de família, por exemplo).

Flores [Fotos]

Foi ainda em criança que descobri que sou terrivelmente alérgico ao pólen. Como tal flores é algo que para mim está quase fora de questão. Em especial na primavera onde sofro sempre alguns ataques de alergia.

Desde que me comecei a dedicar à fotografia descobri uma maneira muito simples de poder apreciar as flores sem os indesejados efeitos secundários.

Aqui ficam algumas das fotos que tirei nos últimos tempos.

Podem também ver todo o meu álbum de fotos de flores no Flickr!.

Tenda de Luz [DIY]

Desde que comecei a desenvolver o meu hobbie da fotografia que uma das conclusões a que cheguei é que os equipamentos são caros. Mesmo sem ir para versões profissionais facilmente se atinge a centena de Euros.

No entanto também descobri que tal como em muitas coisas é possível fazer em casa versões com bastante qualidade de alguns equipamentos. E obter resultados muito bons e com qualidade mais do que aceitável para um amador.

Um desses exemplos são as Tendas de Luz. Estes equipamentos de fotografia são utilizados para fotografar objectos ao pormenor utilizando um ambiente rico em luz de forma a reduzir as sombras. As mais baratas que encontrei no mercado rondam os 100 Euros, sem iluminação.

Por isso decidi construir a minha própria Tenda de Luz, que ficou por cerca de 25 Euros já com a iluminação. Apesar de demorar algum tempo é muito simples de fazer (e divertido). Eis como:

1 . Material necessário – 1 caixa de cartão, tecido branco, 3 cartolinas brancas, caneta, cola, fita-cola, régua, x-acto e/ou tesoura

Equipamento necessário

2. Montar a caixa – montar a caixa de cartão e fechar bem com fita-cola

3. Cortar os lados da caixa – com a ajuda da régua marcar 5 cm de cada lado da caixa. Depois cortar de forma a deixar a caixa e cartão sem os 4 lados e o topo (o fundo não se corta).

4. Cortar a cartolina em ripas – cortar 2 cartolinas em ripas com 5 cm de largura.

5. Forrar o interior da caixa – colar as ripas de cartolina no interior da caixa de cartão.

6. Fazer o fundo da caixa – com a 3ª cartolina branca fazer o fundo da caixa. A cartolina é colada com um lado no fundo da caixa e o outro lado no topo de um dos lados. O efeito que se pretende é obter uma superfície curva sem vincos.

7. Colocar o tecido branco – na parte exterior colocar o tecido branco nas laterais e topo a caixa. Nesta fase utilizei fita-cola para colar o tecido. Isto não só facilita o trabalho na altura como posteriormente é mais fácil substituir o tecido (por outro branco ou por outra cor).

Para iluminação estou a utilizar um candeeiro normal (que me custou 9,95€) com uma lâmpada economizadora de 130W (12,95€). A caixa de cartão arranjei-a de graça, assim como o tecido branco que era de um lençol velho. As cartolinas e a cola ficaram por 1,70€. No total não gastei mais de 25€.

Não é necessária uma caixa muito grande e sugiro até uma do tamanho da cartolina. No meu caso era um bocado grande e tive de usar uma 4ª cartolina para fazer o efeito curvo do chão da Tenda de Luz.

Resultado final:

O resultado final aproxima-se o suficiente da qualidade profissional. Pelo menos para uma amador fazer umas brincadeiras. Utilizando mais luzes podem-se ainda fazer efeitos diferentes.

Sigma 55-200 mm [Unboxing]

No passado dia 11 de Fevereiro finalmente chegou a minha nova objectiva. Foi encomendada a 29 de Janeiro e apesar de tudo nem demorou muito tempo.

Desde que comprei a minha nova máquina fotográfica, uma Olympus E-410, em Setembro de 2008 que ansiava por ter uma objectiva zoom. No entanto as objectivas da Olympus rapidamente ficaram fora de questão pois o preço é mesmo proibitivo. A Sigma é muito mais acessível, mas mesmo assim teve de esperar algum tempo.

Estava com algum receio pois era a primeira vez que comprava algo desta natureza pela internet, mas a objectiva vinha muito bem embalada.

Dentro da caixa a objectiva vinha numa espécie de casulo que a protegia muito bem.

Quando comprei a objectiva as minhas únicas preocupações foram as distâncias focais e a compatibilidade com a máquina Olympus E-410. Nunca me preocupei com a beleza da própria objectiva, mas fiquei muito surpreendido por até a acho mais bonita que a original. Tem um acabamento mate que faz a parte de metal ficar muito bonita.

Quanto ao funcionamento da objectiva em si, que é o que verdadeiramente importa, fiquei muito satisfeito. A imagem com zoom fica muito nítida e as cores ficam excelentes. Pelo menos para as minhas necessidades de fotógrafo amador é mais que suficiente.

Funciona com focagem automática muito bem, se bem que por vezes com o zoom máximo foca a distância errada. Mas acho que isso é mais culpa do fotógrafo do que do equipamento.

Para mudar para focagem manual basta mudar uma patilha na lateral. A focagem manual é muito simples e tem uma sensibilidade muito boa (também aqui o fotógrafo tem de melhorar um pouco as suas habilidades).

Tinha alguns receios com a qualidade pois o preço de 150 Euros (já com os portes incluídos) comparado com a objectiva da Olympus equivalente (cerca de 650 Euros) era muito inferior. Mas a qualidade é excelente e os resultados até agora têm sido sempre muito bons.

Em resumo acho que fiz uma excelente compra. O preço foi muito bom e a qualidade do equipamento não fica nada atrás das marcas mais caras. Já levei a objectiva a dar várias voltinhas e posso dizer que valeu a pena o investimento. Para fotografia exterior e ao longe é agora a minha objectiva de eleição.

Só voltei a usar a objectiva original (uma Olympus 14-42 mm) para fotografia interior ou grandes planos.

Um grande obrigado ao Rui Moura por me ter sugerido o Digital Wonder World. Fiquei muito satisfeito com a compra e com a forma como decorreu todo o processo sem nenhum problema. Já tenho mais umas coisitas em lista de espera, mas ficam para mais tarde.

Entretanto podem ver todas as fotos do Unboxing no meu Flickr!.

Nos próximos tempos vou começar também a colocar lá no Flickr! algumas das fotos que fui tirando neste último mês e meio. A maioria delas com a nova objectiva Sigma 55-200 mm.

Teia de aranha [Fotos]

Foi para tirar fotos como esta que comprei a minha máquina.

Sempre quis tirar uma foto como esta a uma teia de aranha. Já tinha tentado antes com as máquinas digitais compactas mas é quase impossível e os resultados são muito maus.

Apesar de não ter ficado perfeita gostei bastante. A focagem foi manual e talvez tenha falhado um pouco. É algo que ainda tenho que treinar mais.

Descobri que de manhã é quando este tipo de fotos fica melhor pois o sol ainda está baixo e a brilhar com muita força e a humidade da noite ajudava a dar um brilho diferente às coisas. Só ficou mesmo a faltar a aranha mas não se pode ter tudo.

Experiências com fotografias à noite [Fotos]

Na última semana tenho andado a fazer algumas experiências com fotografia nocturna. Andei a ler umas coisas sobre o assunto e em todas as experiências que fiz utilizei sempre a maior abertura que a máquina deixava, entre F3,5 e F5,6.

As fotografias foram tiradas com exposições grandes (entre 1 segundo e 60 segundos) e com a câmara imóvel. Como ainda não tenho um tripé pousei a câmara em cima de alguma coisa. Também utilizei o temporizador para tirar as fotografias para evitar abanar a câmara no momento de carregar no botão de disparo.

A primeira experiência foi satisfatória:

Neste caso usei uma abertura F3,5 e uma exposição de 2 segundos (sem flash). Foi tirada de dentro de casa e apesar de me ter lembrado de fechar as luzes da divisão onde estava esqueci-me das luzes do corredor o que resultou em alguns reflexos no vidro. Para a próxima tenho de abrir a janela.

Já nas experiências seguintes a coisa correu melhor. Tirei de uma varanda e segui os mesmos procedimentos. Câmara imóvel com temporizador e abertura no máximo.

Esta fotografia foi tirada cerca das 19h30. Já estava bastante escuro e como a exposição foi de 4 segundos dá uma ideia de ainda estarmos no anoitecer. Uma ilusão engraçada.

Uma hora mais tarde e já não foi possível repetir esse efeito:

Neste segundo caso utilizei uma exposição de 15 segundos. Fica com aspecto de ser noite e já não consegui duplicar o efeito anterior.

Como disse no início fiz também algumas experiências com exposições muito longas (60 segundos) para ver qual seria o efeito.

Nestes dois casos o tempo de exposição de 60 segundos foi demasiado elevado. Na primeira foto as casas na parte inferior como estão mais iluminadas que a ponte ficaram demasiado claras. Em ambas ficou um clarão por cima da ponte e a iluminação da própria ponte retirou o detalhe transformando os cabos de sustentação numa mancha branca de luz.

Fiz ainda mais uma experiência com ambiente urbano semelhante à primeira fotografia:

O resultado foi melhor que a primeira experiência pois foi no exterior. A exposição de 10 segundos foi boa para apanhar todos os pormenores, mas acho que talvez tenha sido um pouco excessiva. No primeiro exemplo com 2 segundos já tinha ficado perto do que pretendia e talvez o ideal seja um ponto intermédio pois era uma zona muito iluminada. Tenho que repetir a experiência noutro dia.

O hobbie das fotografias [Fotografia]

Sempre gostei de tirar fotografias. Infelizmente quando era mais novo ainda não haviam câmaras digitais e por isso era um hobbie algo caro.

Apesar disso lembro-me que ainda cheguei a tirar algumas fotos com a máquina do meu irmão do meio. Era bastante boa e tinha várias objectivas, o que dava para tirar fotos muito interessantes.

Quando em 2005 comprei a minha primeira máquina digital compacta pude finalmente retomar este meu interesse. Na altura comprei uma Fujifilm A350, de 5.1 Megapixel, que já era bastante boa. Lembro-me que chegou a haver meses em que tirei mais de 1.000 fotos.

Claro que isso foi mais ao início e com o tempo acalmei um pouco, mas mesmo assim em cerca de 3 anos tirei perto de 20.000 fotos com ela. Clara que sendo uma câmara digital compacta não dava para grandes aventuras como fotógrafo. Em Julho deste ano a máquina avariou. Aparentemente a reparação ficaria por cerca de 150€, o que claramente não compensava tendo em conta os preços actuais das máquinas digitais compactas.

A semana passada finalmente lá decidimos comprar uma máquina para a substituir. Entre a minha mulher e eu instalou-se a discussão sobre que máquina comprar. Ela preferia ter uma máquina digital compacta mas eu preferia ter uma máquina SLR digital de modo a poder desenvolver um pouco mais este meu hobbie da fotografia.

Tendo em conta os preços existentes no mercado foi possível satisfazer os dois gostos. Desta forma decidimos comprar uma Fujifilm A920, de 9 Megapixel, para ela e para mim optei por uma Olympus E-410, de 10 Megapixel. Já é uma máquina bastante boa e para 1ª máquina é mais que suficiente. Além disso estava em promoção e consegui um preço muito bom.

Felizmente a minha mulher é muito querida e deixou-me satisfazer este capricho (um bocadinho de graxa fica bem).

Por isso nos próximos tempos vou poder retomar o meu hobbie da fotografia. Já comecei a ler umas coisitas sobre o assunto e já tenho algumas ideias que quero experimentar. Prometo que vou pondo aqui algumas das fotos.