Correndo o risco de parecer o NunEgo tenho que partilhar algumas impressões sobre a minha experiência com o Second Life® até agora.
Normalmente estou habituado que os ambientes virtuais onde me movo estejam de alguma forma relacionados com algum tipo de jogo apesar de não me considerar um gamer. Tendo em conta que o Second Life® não é um jogo dou por mim a sentir algumas sensações estranhas.
A verdade é que sempre que me liguei a este ambiente virtual nunca fui atacado. Nem sequer senti a necessidade de estar ligado para evitar ou fazer ataques. O que até é estranho.
Ainda não tive que produzir nada. Não tive que fazer pesquisas. Não tenho sequer nenhum planeta ou território. Não planeei nenhum ataque nem participei em nenhum. Limitei-me a andar por lá a passear e a ver as vistas. Nem sequer tive que escolher as minhas características de modo a ter uma personagem melhor ou pior.
É diferente. Nem melhor nem pior. Mas senti falta de “conspirar” contra alguém. Está mesmo visto: isto não é um jogo.
Este post chamou-me a atenção para a questão: serão os jogadores de jogos casuais mais ou menos que os gamers?
Se bem que o post se preocupa mais com a questão por parte dos gamedev eu fiquei a pensar nela sob outro prisma, mais exactamente do lado de cá do monitor.
Apesar de passar muito tempo a jogar não me considero um gamer. Jogo alguns jogos mas devo admitir: não tenho muito jeito nem sou grande jogador. Custa a admitir mas é verdade!
Mas, voltando ao assunto, é verdade que por vezes os jogadores de jogos casuais divertem-se mais do que os gamers. E o objectivo é mesmo esse: divertimento. Na realidade acho que alguns gamers vêem as coisas na perspectiva errada: os jogos são para divertir. Se o conseguimos a jogar 5 minutos de cada vez a um jogo básico – mas não necessariamente melhor ou pior – ou com 12 horas (seguidas) passadas num MMORPG, a tentar apanhar uma qualquer criatura mítica que aparece uma vez a cada 1.000.000 de anos e que é mais difícil de matar do que acertar nos números do totoloto, não importa.
O que cada jogador deve ter em conta é se se está a divertir. E, tal como gostos não se discutem, o modo de cada um se divertir apenas depende deles próprios.