Dark Pirates [Game Review]

Há uns tempos tinham-me falado deste jogo, que apesar de nunca terem jogado diziam que tinha uns print screen bastante vistosos.

Dark Pirates

Dark Pirates

Dark Pirates é mais um jogo da equipa da GAMEFORGE – mais conhecidos pelo jogo OGame. Graficamente é bastante bom. Desenhos agradáveis e visualmente muito bom e bem feito (como aliás o próprio OGame). Apresenta também uma boa jogabilidade.

Só pelos pontos fortes este jogo já vale a pena, apesar de ter os seus defeitos. Encontrei 2 que valem a pena mencionar: primeiro as traduções não foram as melhores. Por vezes temos a sensação que foi tudo muito “Google Translate“. No entanto não afecta muito a jogabilidade e depois de nos habituarmos nem reparamos. O segundo defeito está relaciona com a mecânica do jogo: à semelhança do próprio OGame damos por nos a sermos constantemente atacados por outros jogadores (mais fortes ou do mesmo nível). Isto causa bastantes danos na nossa nave e leva ao desaparecimento de alguns recursos. No entanto rapidamente se consegue reduzir este “Efeito Travian” desenvolvendo algumas das nossas skills com o treino. Como resultado, e com muito sorte na escolha das skills a desenvolver, o “Efeito Travian” reverteu-se e dei por mim a ganhar essas batalhas onde era atacado, e que rapidamente pararam.

Em resumo estamos perante um MMORPG bem feito, apesar da versão Portuguesa estar algo mal traduzida. Proporciona algum divertimento, se bem que rapidamente se cai na monotonia, pois após algumas horas de jogo não há nada de novo a fazer. Um conselho a quem quiser experimentar o jogo: concentrem-se no comércio de mercadorias. Existem várias regiões com mercado e com a ajuda de uma folha de papel (ou mesmo um EXCEL todo bonito) pode-se ganhar muito a comprar e vender mercadorias. Depois é treinar, mudar de nave e comprar mais armas.

Dark Pirates

Convém também referir que este jogo tem uma versão PREMIUM a pagar. Reduz os tempos de espera entre algumas operações mas não altera de forma significativa nem traz nenhuma vantagem extra. Também existem duas moedas no jogo. Uma que se consegue através do comércio e ataques e outra que apenas pagando é possível comprar. Tem disponível VISA/MASTERCARD, PAYPAL e SMS.

Classificação:

3 Estrelas

Daimonin [Game Review]

Hoje venho falar de um jogo que descobri recentemente. Chama-se Daimonin e é um MMORPG.

Quando a oferta deste tipo de jogos é elevada é importante a qualidade (gráfica e de jogabilidade) de forma se poder sobreviver. De acordo com o página inicial o jogo existe desde Fevereiro de 2005 e tem cerca de 149.000 jogadores registados. No entanto de todas as vezes que lá fui o máximo que encontrei online foram 30, sendo que em média existiam 20 jogadores online.

Apesar de a ideia ser interessante este jogo apresentou alguns defeitos na minha opinião. Começou pela necessidade de se fazer o download de uma aplicação. Logo aqui comecei a desconfiar. Não quero estar sempre a instalar programas e depois as suas actualizações. Além disso quando não estamos no nosso computador normal nem sempre podemos fazer as instalações. 1º ponto contra!

Depois de feita a instalação e de não conseguir ligar ao servidor lá descubro que é preciso alterar o caminho do atalho, de modo a conseguir aceder ao servidor. 2º ponto contra!

Após superar as dificuldade lá começo a jogar. Ou pelo menos a tentar. O manual não existe (pelo menos um oficial), o fórum não ajuda (como aliás acontece em quase todos) e o manual não oficial está muito incompleto. 3º ponto contra!

Após me habituar à mecânica do jogo e saber os comandos básicos todos descobri que apesar de uma forte componente gráfica, com os bonecos a mexer e tudo pelo ecrã (ainda que com um ar um bocado ZX Spectrum) as descrições (quer a história quer as quests) arrastam-se por parágrafos e parágrafos. E tudo em inglês! 4º ponto contra!

Não traz nada de novo em jogabilidade, nem em história (se bem que não me apeteceu ler aquilo tudo) nem a nível gráfico. Existe melhor por aí dentro do género, sem sequer se ter de recorrer a soluções muito complexas que exijam muito do computador.

Em resumo: não o aconselho a ninguém.

Classificação:

0 Estrelas

Jogos pagos vs gratuitos [Opinião]

Actualmente os jogos MMO começam a assumir um cada vez maior destaque. Quem nunca jogou um?

Se bem que quase todos (pelo menos os mais antigos) começaram ou como brincadeiras ou projectos de faculdade, rapidamente se tornaram fenómenos de popularidade e negócios.

Mas do que a maioria dos jogadores não se apercebe é que a sua existência tem custos associados. Mesmo sem falar do tempo perdido pelos programadores e designers (que muitas vezes não ganham nada com isso) existem custos. Para ter um jogo on-line é preciso este estar num qualquer servidor. Logo aí começam os custos… Isto já sem falar de toda a equipa que ajuda a manter o seu funcionamento além dos programadores e designers (sejam moderadores ou outro tipo de ajudantes) que o faz pelo prazer e gosto, sem receber nada em troca.

Mas voltando aos custo é necessário arranjar uma maneira de os suportar. Em termos gerais existem três maneiras de o fazer:

1. o jogo é pago;

2. o jogo é gratuito e tem publicidade;

3. o jogo é gratuito e tem algumas funcionalidades pagas.

No primeiro caso temos logo alguns problemas. Ou o jogo é muito bom e consegue chamar o número suficiente de pessoas para gerar receitas que o paguem (incluindo a publicidade que tem de fazer para atrair jogadores) ou está destinado a falhar. O caso mais conhecido de um jogo a pagar talvez seja o WoW, sendo totalmente pago. Sobre ele pouco posso adiantar porque, admito, nunca joguei.

O segundo caso é diferente. A publicidade é um meio muito utilizado para suportar páginas na internet. Sejam jogos ou não. Mas aí o problema é atrair visitantes suficientes para gerar receitas. E se bem que ao início todos tentamos ajudar e clicar na publicidade, com o tempo o entusiasmo perde-se e acabamos por nos esquecer de o fazer. Logo o jogo começa a perder receitas. Por outro lado um excesso de publicidade, por vezes até visualmente chocante (para chamar a atenção) pode afastar algumas pessoas. E a publicidade que interessa a quem joga MMO’s é sobre outros MMO’s. Logo corre-se o risco de perder jogadores para outros jogos.

Resta-nos a terceira hipótese, e que na minha opinião é a melhor, de ter apenas algumas funcionalidades pagas. Mas aqui é que começam os problemas. Que funcionalidades ter pagas e quais manter gratuitas?

Para o jogo continuar a ser um sucesso é necessário manter algum equilíbrio. E se dizê-o é fácil consegui-lo é por vezes muito difícil. Isto porque estas funcionalidades extra não devem causar um desiquilíbrio entre quem paga e quem não paga.

Mas então porquê pagar funcionalidades extra? Alguns jogos optam por aumentar os menus, oferecer estatísticas, melhorar os avatares ou mesmo permitir criar alianças. Mas no final todas estas funcionalidades acabam por não ser fundamentais, até porque ou já estão disponíveis para quem não paga, ou não as ter torna o jogo pouco “user friendly” e ninguém lhe pega. E ser o único jogador num MMO não faz sentido. Para isso jogamos desligados contra o CPU. E o porblema é que a longo prazo os jogadores deixam de utilizar estas funções.

Resta então tentar manter o equilibrio entre número de jogadores a pagar e jogadores gratuitos. Ou então apostar na excelência e optar por ser todo pago o jogo. Será uma decisão que ficará sempre ao critério dos donos do jogo.