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As funcionalidades pagas introduzem desequilíbrios nos jogos online? [Opinião]

Actualmente já existem muitos jogos online que são gratuitos e que recorrem a funcionalidades pagas para se financiarem. São uma excelente alternativa aos jogos totalmente pagos e alguns são mesmo bastante bons e até casos de sucesso.

Já aqui abordei uma vez a escolha entre jogos pagos e jogos gratuitos e sou da opinião que ter algumas funcionalidades pagas é a melhor maneira de rentabilizar um jogo online.

Mas será que as funcionalidades pagas, e logo acessíveis apenas a alguns, criam desvantagens sobre os jogadores que não pagam?

Em conversa com o Pedro Santos, um dos criadores do Orion’s Belt, sobre funcionalidades pagas nos jogos MMO cheguei à conclusão que acho que as pessoas já se habituaram a que quem paga tem algumas vantagens extra. E não é por isso que as pessoas deixam de jogar alguns jogos.

Na realidade a maioria das funcionalidades pagas desequilibra pouco, se bem feitas, porque quem usa mais isso são os novos jogadores. Quando se está bem desenvolvido não vale a pena gastar dinheiro porque já se conseguiu atingir um bom nível de produção e poder.

Sou mesmo da opinião que na verdade até equilibra um pouco mais as coisas ter funcionalidades pagas.

Dou três exemplos que conheço bem:

1. No Travian existem algumas funcionalidades pagas, apesar de a base do jogo ser gratuita. Admito que já não jogo há algum tempo, mas acho que ainda se mantém algo do género: mediante o pagamento de um certo valor (em dinheiro a sério) o jogador tem direito a uma série de bónus. Há à escolha bónus na defesa ou no ataque ou bónus de produção.

Normalmente a maioria dos jogadores no Travian à medida que se vai desenvolvendo deixa de precisar deste tipo de ajudas. Mas ao início dá muito jeito porque a nossa força é por vezes muito reduzida. E assim escusamos de sofrer do Efeito Travian com tanta força.

Tirando estes bónus não existe mais nenhuma diferença significativa entre quem paga e quem joga gratuito.

2. O Dark Swords também é gratuito. O jogador tem acesso à totalidade do mapa e pode fazer todo o tipo de combate (PvP e PvE). Na vertente gratuita não há qualquer limitação no equipamento, poções, quests, etc…

No Dark Swords existem alguns equipamentos pagos que são muito mais poderosos. Da mesma forma o acesso a um avatar personalizado é pago (e há alguns muito bons).

Claro que quem paga é muito mais poderoso, mas pelo que vi, no Dark Swords, os jogadores normalmente só se metem com outros do mesmo nível. Em todo o caso existe um mecanismo que só permite atacar jogadores em algumas zonas e mesmo assim a diferença de nível tem de ser de 25% (para cima ou para baixo).

3. No Dofus os jogadores no modo gratuito só têm acesso a cerca de 5% do mapa. Não podem fazer PvP e não podem ter mascotes (que dão bónus em alguns dos valores do nosso personagem). Algumas dessas mascotes só estão disponíveis quando se faz a subscrição (são um presente).

Além disso recentemente abriram um servidor especial (com o triplo da experiência e de objectos recolhidos) que é exclusivo para subscritores.

São três exemplos de jogos de base gratuita com funcionalidades pagas e nos quais nunca vi ninguém queixar-se de haver desequilíbrios por causa disso. Com excepção do Travian nos outros os mais fortes não costumam atacar os mais fracos (porque além de haver alguns mecanismos de protecção não dá pontos se houver uma grande diferença e por isso não vale a pena perder tempo). Claro que há sempre a excepção de um ou outro parvo de vez em quando.

As funcionalidades pagas são maneiras de rentabilizar um jogo, que não obrigam a pagar para se jogar, e permitem manter o jogo divertido. Não sei até se em alguns casos não ajudará até os mais novos (e logo mais fracos) a aguentarem-se melhor.

Warhammer Online está a chegar (para alguns) [Requesitos do sistema]

Depois de ter demonstrado o meu entusiasmo com este MMORPG devo admitir que fiquei um pouco desiludido com os requisitos do sistema que são exigidos. Se não vejam:
Para Windows XP
- Processador 2.5 GHz P4 (single core) ou equivalente
- 1 GB Ram
- Placa de vídeo de 128 MB, com suporte para Pixel Shader 2.0
- Pelo menos 15 GB de espaço no disco

Para Windows Vista
- Processador 2.5 GHz P4 ou equivalente
- 2 GB Ram
- Placa de vídeo de 128 MB, com suporte para Pixel Shader 2.0
- Pelo menos 15 GB de espaço no disco

Placas de vídeo compatíveis
ATI Radeon

- 9500, 9600, 9800
- X300, X600, X700, X800, X850
- X1300, X1600, X1800, X1900, X1950
- 2400, 2600, 2900,
- 3650, 3850, 3870
- 4850, 4870

NVIDIA GeForce
- FX 5900, FX 5950
- 6600, 6800,
- 7600, 7800, 7900, 7950
- 8400, 8500, 8600, 8800
- 9400, 9500, 9600, 9800
- GTX 260, GTX 280″

Apesar de não pedir nada de muito especial ainda são configurações que exigem um computador recente. Infelizmente não é o meu caso e por isso não vou poder experimentar este jogo tão depressa quanto isso.

Na verdade devo admitir que já esperava algo do género. Pelas imagens que tinham sido divulgadas nos últimos tempos sobre este fantástico jogo já desconfiava que não seria para todos. Talvez tenha sido um pouco ingénuo, mas acabei por ficar desiludido.

Cada vez mais percebo porque razão um jogo como o World of Warcraft é tão popular e consegue ter milhares de seguidores por todo o mundo. Os requisitos do sistema não são demasiado exigentes o que torna possível o jogo com quase qualquer máquina:

Para Windows® System 2000/XP
- PIntel Pentium® III 800 MHz or AMD Athlon 800 MHz
- 512 MB or more of RAM
- 32 MB 3D graphics card with Hardware Transform and Lighting, such as NVIDIA® GeForce™ 2 class card or above
- DirectX® 9.0c (included) and latest video drivers
- 6.0 GB available HD space
- 4x CD-ROM drive
- A 56k or better Internet connection

Estou mesmo convencido que apesar de o Warhammer Online estar a chegar não é para todos. Infelizmente.

Warhammer Online está a chegar [Notícias]

De acordo com o site videogaming247 o Warhammer Online: Age of Reckoning está acabado e pronto a ser distribuído. Este site adianta que a informação foi dada pela própria Mythic, através de Paul Barnett.

É um dos jogos que mais esperava este ano e estou muito curioso de ver como ficou, principalmente após as várias notícias dos cortes feitos na ideia original. Apesar de ser normal este tipo de coisas nos grandes projectos espero que a Mythic não tenha prometido demais e depois se tenha apercebido que era impossível. Espero também que os cortes não tenham comprometido o jogo e que o resultado final não fique muito aquém do esperado.

Entretanto no site da Electronic Arts (casa mãe da Mythic) a data de lançamento continua a ser de Setembro de 2008 e já está disponível há algum tempo a pre-order. Vamos esperar.

Balloon Bliss [Game Review]

Há já alguns dias que ando para experimentar este jogo e hoje lá tive algum tempo livre. Balloon Bliss é a mais nova produção da Vortix Games Studio (e única por agora) e já está disponível no Big Fish Games.

Foi um projecto que, entre outros assuntos, fui acompanhando pelo Blodasse.

À primeira vista o Balloon Bliss é mais um jogo arcade. Até se podia dizer que é igual a outros títulos como por exemplo o Cube Buster, de que já falei.

Uma das diferenças que encontrei, e que acho que inova neste título, foi o método de selecção dos balões. Também aqui temos de procurar juntar 3 ou mais peças de uma cor, mas no Balloon Bliss temos uma pequena ajuda: quando o rato está sobre um conjunto que pode ser retirado este ilumina-se.

(carregue para aumentar)

Um pequeno pormenor que na minha opinião faz toda a diferença. Balloon Bliss consegue deste modo ser um bom jogo sem ser apenas mais um jogo.

Sem dúvida a experimentar (grátis por 60min) e com um preço de $6,99 vale bem a pena comprar (qualquer coisa como 4,43€ à taxa de 1 EUR = 1.57611 USD).

Classificação:

5 Estrelas

AquaPark [Game Review]

O Mário Leite teve a gentileza de me avisar que havia um problema, e que já está resolvido, com o link deste jogo.

Desta vez funcionou às mil maravilhas. E aqui fica a minha análise, que não foi possível anteriormente.

AquaPark é um jogo de arcade bastante divertido. Disso não há dúvidas. Exige coordenação e capacidade de calcular tempo.

O resumo apresentado no site www.jogostugas.com descreve bem o jogo. Quem gosta do género tem aqui um bom divertimento. No entanto pelo que conheço deste tipo de jogos não traz nada de novo, mas verdade seja dita, também não desilude.

Apesar de não ser o meu género gostei. Mas se não fosse feito por Portugueses não o teria experimentado.

Quanto ao site já apresentou mais um jogo entretanto. Talvez (se tiver tempo) o experimente. Por agora fica na lista dos “to do”.

Classificação:

2 Estrelas

Jogos pagos vs gratuitos [Opinião]

Actualmente os jogos MMO começam a assumir um cada vez maior destaque. Quem nunca jogou um?

Se bem que quase todos (pelo menos os mais antigos) começaram ou como brincadeiras ou projectos de faculdade, rapidamente se tornaram fenómenos de popularidade e negócios.

Mas do que a maioria dos jogadores não se apercebe é que a sua existência tem custos associados. Mesmo sem falar do tempo perdido pelos programadores e designers (que muitas vezes não ganham nada com isso) existem custos. Para ter um jogo on-line é preciso este estar num qualquer servidor. Logo aí começam os custos… Isto já sem falar de toda a equipa que ajuda a manter o seu funcionamento além dos programadores e designers (sejam moderadores ou outro tipo de ajudantes) que o faz pelo prazer e gosto, sem receber nada em troca.

Mas voltando aos custo é necessário arranjar uma maneira de os suportar. Em termos gerais existem três maneiras de o fazer:

1. o jogo é pago;

2. o jogo é gratuito e tem publicidade;

3. o jogo é gratuito e tem algumas funcionalidades pagas.

No primeiro caso temos logo alguns problemas. Ou o jogo é muito bom e consegue chamar o número suficiente de pessoas para gerar receitas que o paguem (incluindo a publicidade que tem de fazer para atrair jogadores) ou está destinado a falhar. O caso mais conhecido de um jogo a pagar talvez seja o WoW, sendo totalmente pago. Sobre ele pouco posso adiantar porque, admito, nunca joguei.

O segundo caso é diferente. A publicidade é um meio muito utilizado para suportar páginas na internet. Sejam jogos ou não. Mas aí o problema é atrair visitantes suficientes para gerar receitas. E se bem que ao início todos tentamos ajudar e clicar na publicidade, com o tempo o entusiasmo perde-se e acabamos por nos esquecer de o fazer. Logo o jogo começa a perder receitas. Por outro lado um excesso de publicidade, por vezes até visualmente chocante (para chamar a atenção) pode afastar algumas pessoas. E a publicidade que interessa a quem joga MMO’s é sobre outros MMO’s. Logo corre-se o risco de perder jogadores para outros jogos.

Resta-nos a terceira hipótese, e que na minha opinião é a melhor, de ter apenas algumas funcionalidades pagas. Mas aqui é que começam os problemas. Que funcionalidades ter pagas e quais manter gratuitas?

Para o jogo continuar a ser um sucesso é necessário manter algum equilíbrio. E se dizê-o é fácil consegui-lo é por vezes muito difícil. Isto porque estas funcionalidades extra não devem causar um desiquilíbrio entre quem paga e quem não paga.

Mas então porquê pagar funcionalidades extra? Alguns jogos optam por aumentar os menus, oferecer estatísticas, melhorar os avatares ou mesmo permitir criar alianças. Mas no final todas estas funcionalidades acabam por não ser fundamentais, até porque ou já estão disponíveis para quem não paga, ou não as ter torna o jogo pouco “user friendly” e ninguém lhe pega. E ser o único jogador num MMO não faz sentido. Para isso jogamos desligados contra o CPU. E o porblema é que a longo prazo os jogadores deixam de utilizar estas funções.

Resta então tentar manter o equilibrio entre número de jogadores a pagar e jogadores gratuitos. Ou então apostar na excelência e optar por ser todo pago o jogo. Será uma decisão que ficará sempre ao critério dos donos do jogo.

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