Qual a importância que os feeds têm hoje em dias, principalmente para os blogs?
Como já expliquei anteriormente os feeds permitem-nos estar ligados a uma grande quantidade de sites sem termos de os visitar. O que não disse na altura é que também nos permitem estar ligados aos sites mesmo que estes mudem de local. E mesmo sem o sabermos.
Como é que isso é possível? Se não sabemos onde está um site não podemos estar ligados a ele. Ou podemos?
Aqui entra o FeedBurner. Uma das vantagens deste serviço de distribuição de feeds é que permite manter o nosso feed independentemente da origem do mesmo. Se quisermos mudar o nosso site de local podemos manter todos os nossos subscritores. Provavelmente muitos deles, se não dissermos nem vai reparar que o nosso site mudou de local.
Isto é muito simples de fazer. O que o FeedBurner faz é servir de intermediário entre o nosso site e os subscritores. O nosso feed passa por este serviço antes de chegar ao destino final. Mas qual é a vantagem de meter um intermediário pelo meio?
A principal vantagem é que com o FeedBurner podemos alterar (nas configurações) a origem do feed, e manter o destino. Assim não perdemos os subscritores que nos seguem. É pois importante aos subscrever os feeds nas páginas que lemos procurar sempre pelo FeedBurner.
Outra vantagem é que este serviço fornece alguns dados estatísticos. Como muitos dos nossos leitores só lê o feed e não visita o site os seus números não são contabilizados pelos contadores (ou pelo Google Analytics). As estatísticas do FeedBurner permitem saber quantas pessoas lêem os feeds, os clicks que fazem, quais os posts mais populares e muitos outros dados.
O site Common Craft dedica-se a fazer vídeos onde explica, com recurso a papel, imaginação e sentido de humor, coisas complicadas de uma maneira muito simples. O vídeo original foi legendado pelo Daniel Becher em português (do Brasil).
Resumindo bastante estamos a falar da mesma coisa. Os FEEDS são um formato de dados que nos permite, entre outras coisas, manter actualizados sobre os conteúdos da internet, e em especial dos blogs ou sites de notícias. Isto porque são sites que o conteúdo muda e é actualizado muitas vezes. Para isso utiliza dois formatos: o RSS e o ATOM.
Para conseguir ler os FEEDS é necessário utilizar um leitor de FEEDS ou agregador. Entre os mais populares encontra-se o Google Reader, mas há muitos outros.
Como funciona?
É simples. Mais ainda do que explicar.
Basta abrir uma conta, por exemplo no Google Reader.
Muitas páginas, como blogs ou sites de notícias, possuem algures um botão (ou vários) para carregar. Os formatos mais comuns são os seguintes:
Ao carregar num desses símbolos obtemos uma morada do FEED. Dependendo um pouco do agregador utilizado e do browser o processo pode variar um pouco, mas resume-se em gravar essa morada no agregador (manualmente ou automaticamente),
Depois sempre que o conteúdo do site do qual subscrevemos o FEED é actualizado recebemos no agregador uma mensagem. Os agregadores recebem várias vezes por dia informação de cada FEED. Desta forma podemos acompanhar o conteúdo de vários sites sem a necessidade de os consultar a todos diariamente.
Por outras palavras o agregador “consulta” as páginas várias vezes e diz-nos o que há de novo sem a necessidade de consultar as ditas páginas.
Convém talvez referir que grande parte deste blog ainda é experimentalista. Por isso algumas coisas vão mudando com o objectivo de encontrar e oferecer o que há de melhor na net.
Já me tinham falado do FeedBurner, e muitos dos blogs que leio usam-no, como o do Pedro Santos ou do Nuno Silva. Juntos são talvez uma das minhas maiores fontes de inspiração e aconselhamento tecnológico. Mas isso fica para um outro post…