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Sleeper Cell [Séries]

No outro dia ao escrever sobre a estreia do Homeland lembrei-me desta série, já um pouco antiga.

Produzida em 2005 (foi para o ar a 4 de Dezembro de 2005) pelo canal Showtime, Sleeper Cell conta a história de um agente do FBI infiltrado numa célula terrorista muçulmana a operar nos EUA.

Na altura, ainda no rescaldo dos atentados às Torres Gémeas em Nova Iorque causou alguma polémica. Provavelmente esta pressão toda esteja de alguma forma responsável por apenas terem havido duas temporadas. Em todo o caso acho que também pouca matéria havia para continuar a desenvolver o enredo e manter a história interessante. E mais vale acabar em grande do que deixar uma série ir morrendo aos poucos e ficar marcada pela desilusão e banalização.

Com Michael Ealy no papel do agente do FBI Darwyn al-Sayeed, desenvolve-se à volta dos esforços deste homem (e da equipa do FBI a ele ligado) para impedir um ataque terrorista em solo americano. Acaba por ser uma história interessante e bem desenvolvida, sem andar às voltas como muitas vezes acontece em algumas séries de maneira prolongarem-se no tempo.

Foi portante uma série que acompanhei com gosto. Lembro-me que o final da primeira e toda a segunda temporadas foram muito empolgantes. Não é de estranhar pois o canal Showtime já é sinal de qualidade há algum tempo.

Se conseguirem apanhar esta série aconselho fortemente que a vejam.

Homeland [Séries]

Uma série que me parece bastante interessante, e com o crivo da Showtime tudo leva a crer ter bom potencial.

Mais uma vez explora-se a paranóia dos Americanos com a questão da segurança interna e joga muito com a zona cinzenta deixando no ar a dúvida sobre de que lado está cada personagem.

Estou muito curioso de a ver.

(ver vídeo)

No elenco podemos encontrar nomes com Claire Danes, Damian Lewis (de Life) e Mandy Patinkin (de Criminal Minds) nos principais papeis.

A estreia está prevista para dia 2 de Outubro logo depois de Dexter.

Dexter [Séries]

Fugindo um pouco dos temas que têm sido habituais aqui no blog, há algum tempo que ando para falar da que considero ter sido das melhores séries que vi recentemente.

Só pelo genérico que já vale a pena. Dos melhores que vi e com alguns pormenores fantásticos, acompanhado por uma música excelente.

Dexter

Dexter é a história de um serial killer. Mas não é um assassino normal. Durante o dia Dexter trabalha na polícia de Miami como analista forense. À noite decide fazer justiça pelas suas próprias mãos e tentar resolver as injustiças a que o sistema criminal e judicial não dá resposta.

Parece simples mas nem sempre o é. Mesmo com a excelente organização e método de Dexter como assassino nem sempre tudo corre como ele gostaria. E isso é talvez a chave do sucesso desta série.

Tem um elenco muito bom, mas a interpretação de Michael C. Hall destaca-se pela positiva. Foi mesmo talvez a melhor escolha mesmo já estando um pouco marcado pela personagem de David Fisher “Six Feet Under” (traduzido para “Sete Palmos de Terra” em Portugal). Aliás é mesmo talvez o tipo de personagem ser um pouco na mesma onda que faz resultar ainda melhor.

Quanto à série propriamente dita devo admitir que são poucas as que me conseguem cativar durante 3 temporadas sempre com o mesmo entusiasmo. Nisso Dexter foi uma agradável surpresa. É uma série muito intensa, apesar de ter muito pouca violência. Mas não é para todos os estômagos, admito, ou não fosse esta a história de um serial killer.

Quando no final da primeira temporada parecia que se estava a tornar algo monótono, e a entrar no mesmo ritmo episódio após episódio, conseguiu dar a volta e recuperar o interesse. E o mesmo acontece na segunda temporada que vai sendo cada vez mais interessante.

Como tal seria de esperar que na terceira temporada o interesse fosse diminuir. Como já disse são poucas as séries que conseguem manter o interesse e a tentação de entrar no mesmo ritmo é muito grande. Mais uma vez Dexter surpreendeu com uma terceira temporada que talvez tenha sido mesmo a mais interessante de todas. Pelo menos acho que foi a mais cativante e surpreendente em termos de enredo, com alguns reviravoltas muito interessantes. Um bocado como o final das duas temporadas anteriores, mas a durar a temporada toda.

Resumindo acho que foi das melhores séries que vi nos últimos tempos. E quem gostou de “Six Feet Under” e daquela onda um pouco mórbida e estranha de toda a série vai certamente gostar de ver Dexter.

A única coisa que me chateia um pouco e não gosto muito é no início de todos os episódios fazerem um pequeno resumo da série até ao ponto. Não é nada de grave, mas a utilidade que possa ter para ir recordando a história antes do episódio é desnecesária quando se vê quase tudo de seguida. Acaba até por ser quase anti-climático e desmotivador.

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