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Alcatraz (Séries)

Alcatraz é a mais recente série da FOX, e começou a ir para o ar a 16 de Janeiro deste ano.

“A 21 de Março de 1963 Alcatraz foi oficialmente encerrada. Todos os prisioneiros foram transferidos para fora da ilha. Só que isso nunca aconteceu. De modo algum.”  (1)

E é com este mote que o narrador dá início à série e com base nisso que a história se desenvolve.

Logo no episódio piloto a detective Rebecca Madsen (interpretada por Sarah Jones) descobre que Alcatraz esconde um terrível segredo. Na realidade os prisioneiros de 1963 nunca foram transferidos tendo apenas desaparecido. Para agora começarem a reaparecer um a um. Tendo em conta que na altura a prisão albergava os criminosos mais perigosos dos EUA pode-se antever o resto do desenrolar da série.

Para ajudar a recapturar estes criminosos reaparecidos a nossa heroína vai contar com a ajuda do Dr. Diego Soto (Jorge Garcia que também entrou em Lost) enquadrado-se na equipa de Emerson Hauser (interpretado por Sam Neil, e que gostei bastante de ver em Happy Town). Um personagem que nos deixa um pouco baralhados ao início sobre quais são as suas verdadeiras intenções e responsabilidades e que vai mantendo algumas dessas questões escondidas dos restantes protagonistas.

No geral parece-me ser uma série ao estilo de FlashForward ou mesmo de THE EVƎNT, e que me agradaram e são um pouco o meu estilo de série. Receio no entanto que por parte da crítica e do público norte americano a recepção não seja a melhor e que inevitavelmente a série seja abandonada de forma um pouco mais prematura do que eu gostaria.

Em todo o caso, e apesar de ainda ser algo cedo para tirar grandes conclusões sobre a série, estou a gostar do que já vi. Vai ser uma série que irei acompanhar no futuro com algum interesse e expectativa.

(1) tradução livre da minha autoria

FlashForward (Séries)

Só recentemente me dei pela grande falha de nunca ter falado da série FlashForward aqui no blog.

Foi uma série da ABC que esteve no ar entre Setembro de 2009 e Maio de 2010. Por cá passou quase sempre muito perto da data de emissão original nos EUA, o que foi muito bom. E digo foi porque infelizmente FlashForward apenas teve direito a uma temporada.

Toda a história ronda à volta de um salto de 137 segundos no tempo a que a população da terra esteve sujeita. Misteriosamente no mesmo instante todo o planeta cai num estado de inconsciência tendo durante esse tempo a possibilidade de visionar o seu futuro exactamente 6 meses após aquele momento.

A história depois desenrola-se à volta dessa temática, onde o agente do FBI Mark Benford (Joseph Fiennes do filme Shakespeare in Love) e o seu parceiro Demetri Noh (John Cho) tentam descobrir não só que causou o estranho evento mas também quem foram os responsáveis.

Claro que pelo meio uma série de teorias e conspirações vão-se desenvolvendo, envolvendo entre outros a CIA.

A crítica recebeu esta série de forma algo ambígua, não tendo no geral a opinião sido muito favorável. Curiosamente fiquei com a ideia que foi mais bem aceite fora dos EUA do que na América. Mas como o mercado principal deste tipo de programas continua a ser o continente norte americano o resultado das baixas audiências e das críticas menos positivas levou ao cancelamento de uma possível segunda temporada.

Pessoalmente tive pena de não ver pelo menos mais uma temporada. Acho que ainda havia mais alguma matéria a explorar e que podiam ter feito mais episódios. Claro que para isso os últimos enredos (já produzidos após o conhecimento do cancelamento da continuação da série) teriam de ter sido algo diferentes. Mas pelo menos ainda se consegui extrair da história mais uma temporada sem correr o risco de a coisa se tornar numa saga quase interminável tipo Lost.

Mas as coisas são o que são e ficaram pelo menos estes 22 episódios. E um final que pedia mesmo mais uma temporada.

THE EVƎNT [Séries]

The Event (ou THE EVƎNT como aparece no original) foi uma daquelas séries que me despertou algum interesse quando vi o trailer pela primeira vez. Mas na altura não causou boa impressão suficiente para a ter logo começado a ver.

Quando finalmente a comecei a ver foi daquelas que gostei de imediato pelo primeiro episódio. Mas com os episódios seguintes admito que o meu interesse foi refreado. Perdeu algum ritmo e interesse durante dois ou três episódios.

Depois disso o interesse voltou e mostrou-se uma série bem emocionante e interessante. Uma boa dose de acção em cada episódio juntamente com um bom avançar do enredo (detesto aquelas séries em que se anda às voltas e parece que nunca se vai a lado nenhum) que faz aumentar a emoção e a vontade de a ver.

Com o cunho da NBC, o The Event foi para mim uma das séries que mais gostei nos últimos tempos. Tive algum receio que a meio perdesse a força, mas o meu medo foi infundado.

Infelizmente a série acabou por ser cancelada pela NBC em Maio de 2011, e não chegou a ser feita uma segunda temporada. É pena porque me pareceu haver bastante potencial e história para aproveitar. Aguentava ainda mais uma temporada, mas já se sabe que nestas coisas são as audiências que mandam.

Por isso é aproveitar e ver a primeira (e única) temporada. Fica-se com um sabor amargo na boca pelo final que pedia mesmo uma segunda temporada.

Podem ver o trailer e decidir se vale a pena:

Ou podem ver uma espécie de super resumo, chamado de The Event “Reconstruction”. Aviso que contem spoilers atrás de spoilers até ao exagero e se ficar a saber a história toda:

Sleeper Cell [Séries]

No outro dia ao escrever sobre a estreia do Homeland lembrei-me desta série, já um pouco antiga.

Produzida em 2005 (foi para o ar a 4 de Dezembro de 2005) pelo canal Showtime, Sleeper Cell conta a história de um agente do FBI infiltrado numa célula terrorista muçulmana a operar nos EUA.

Na altura, ainda no rescaldo dos atentados às Torres Gémeas em Nova Iorque causou alguma polémica. Provavelmente esta pressão toda esteja de alguma forma responsável por apenas terem havido duas temporadas. Em todo o caso acho que também pouca matéria havia para continuar a desenvolver o enredo e manter a história interessante. E mais vale acabar em grande do que deixar uma série ir morrendo aos poucos e ficar marcada pela desilusão e banalização.

Com Michael Ealy no papel do agente do FBI Darwyn al-Sayeed, desenvolve-se à volta dos esforços deste homem (e da equipa do FBI a ele ligado) para impedir um ataque terrorista em solo americano. Acaba por ser uma história interessante e bem desenvolvida, sem andar às voltas como muitas vezes acontece em algumas séries de maneira prolongarem-se no tempo.

Foi portante uma série que acompanhei com gosto. Lembro-me que o final da primeira e toda a segunda temporadas foram muito empolgantes. Não é de estranhar pois o canal Showtime já é sinal de qualidade há algum tempo.

Se conseguirem apanhar esta série aconselho fortemente que a vejam.

Homeland [Séries]

Uma série que me parece bastante interessante, e com o crivo da Showtime tudo leva a crer ter bom potencial.

Mais uma vez explora-se a paranóia dos Americanos com a questão da segurança interna e joga muito com a zona cinzenta deixando no ar a dúvida sobre de que lado está cada personagem.

Estou muito curioso de a ver.

(ver vídeo)

No elenco podemos encontrar nomes com Claire Danes, Damian Lewis (de Life) e Mandy Patinkin (de Criminal Minds) nos principais papeis.

A estreia está prevista para dia 2 de Outubro logo depois de Dexter.

Happy Town [Séries]

Happy Town é umas das séries mais estranhas que vi nos últimos tempos.

Talvez a melhor maneira de a descrever seja uma mistura de Twin Peaks, com X-Files e algo de FlashForward (mas menos desta última).

À primeira vai buscar o factor estranheza. Apesar de não atingir os níveis surreais de alucinação de Twin Peaks (ainda era bastante novo na altura e foi assim que me ficou marcada na memória esta série) consegue ter momentos algo estranhos. E de manter uma certa “loucura clínica” ao longo da série.

Quanto aos X-Files vai tentar buscar a parte de culto e do imaginário. Também aqui falha. Acaba por não se aproximar sequer de vir a ser uma série de culto (pelo menos para mim). E a parte do imaginário e magnifico fica muito abaixo da lendária série do agentes Mulder e Scully.

Do FlashForward lembra-me principalmente o personagem central. E do sentido de impotência ao ver a história a desenrolar-se à sua volta.

Mas também com esta terceira comparação fica aquém. Aliás este é o maior problema da série. Fica aquém

No geral, acho que nunca se chega bem a definir como série. não consegue apanhar um rumo certo, bem definido e criar o seu próprio estilo. Tenta ser algo, mas acaba por não ser nada.

Certo que ainda só teve uma temporada. Que acaba por ter um final algo estranho, no qual fico com a sensação que foi retirado de uma cartola à pressa, tipo coelho por uma mágico de baixa qualidade.

Desiludiu-me. Parecia ter potencial, mas a meio perdeu o rumo e, verdade seja dita, o interesse. Sobram alguns momentos isolados que têm o seu interesse.

Não encontrei informação sobre uma possível segunda temporada, mas julgando pelas fracas audiências e baixas classificações que obteve tenho dúvidas que vá ter continuação. Verdade seja dita não me causa pena nenhuma.

Não a recomendo. Se quiserem vejam por vossa própria conta e risco. Mas depois não se queixam que foi uma perda de tempo.

True Blood [Séries]

TrueBlood

E é já na próxima terça-feira, dia 5 de Janeiro, que vai estrear em Portugal esta série. Vai ser transmitida na RTP 1 e deve passar pouco depois da 1h de terça (na prática já é quarta-feira, mas as televisões em Portugal continuam a ignorar o formato das 24h que os dias teimam em continuar a ter).

True Blood é a história de uma empregada de mesa, Sookie Stackhouse, que tem a estranha capacidade de ler mentes. A isto adicionaram vampiros e embrulharam tudo numa pacata (e por vezes até aborrecida) pequena cidade do Louisiana. Como resultado saiu talvez uma das mais interessantes séries dos últimos tempos. Uma abordagem algo diferente às tradicionais histórias de vampiros, que por vezes nos consegue cativar de uma forma estranhamente fascinante (até um pouco mórbida até).

Criada por Alan Ball, o mesmo de “Six Feet Under” (Sete Palmos de Terra, como foi traduzido em Portugal), é talvez das séries mais interessantes a sair dos últimos tempos do canal HBO.

Não é no entanto uma série para todos os gostos. Só mesmo os verdadeiros apreciadores deste género vão gostar de ver True Blood. Haverá até alguns episódios (principalmente no início) que serão algo aborrecidos e parados. Mas será fortemente compensado pela segunda metade da 1ª temporada.

É bom ver que as boas séries não passam totalmente ao lado dos canais portugueses e é uma série que aconselho fortemente. Nos EUA já vai na 2ª temporada e espero que por cá continuem a aposta nesta série e que também cheguem lá. No entanto não ficava nada surpreendido se o entusiasmo dos nossos canais desaparecer, pois como já disse não é uma série fácil. De se ver ou de se gostar.

Dexter [Séries]

Fugindo um pouco dos temas que têm sido habituais aqui no blog, há algum tempo que ando para falar da que considero ter sido das melhores séries que vi recentemente.

Só pelo genérico que já vale a pena. Dos melhores que vi e com alguns pormenores fantásticos, acompanhado por uma música excelente.

Dexter

Dexter é a história de um serial killer. Mas não é um assassino normal. Durante o dia Dexter trabalha na polícia de Miami como analista forense. À noite decide fazer justiça pelas suas próprias mãos e tentar resolver as injustiças a que o sistema criminal e judicial não dá resposta.

Parece simples mas nem sempre o é. Mesmo com a excelente organização e método de Dexter como assassino nem sempre tudo corre como ele gostaria. E isso é talvez a chave do sucesso desta série.

Tem um elenco muito bom, mas a interpretação de Michael C. Hall destaca-se pela positiva. Foi mesmo talvez a melhor escolha mesmo já estando um pouco marcado pela personagem de David Fisher “Six Feet Under” (traduzido para “Sete Palmos de Terra” em Portugal). Aliás é mesmo talvez o tipo de personagem ser um pouco na mesma onda que faz resultar ainda melhor.

Quanto à série propriamente dita devo admitir que são poucas as que me conseguem cativar durante 3 temporadas sempre com o mesmo entusiasmo. Nisso Dexter foi uma agradável surpresa. É uma série muito intensa, apesar de ter muito pouca violência. Mas não é para todos os estômagos, admito, ou não fosse esta a história de um serial killer.

Quando no final da primeira temporada parecia que se estava a tornar algo monótono, e a entrar no mesmo ritmo episódio após episódio, conseguiu dar a volta e recuperar o interesse. E o mesmo acontece na segunda temporada que vai sendo cada vez mais interessante.

Como tal seria de esperar que na terceira temporada o interesse fosse diminuir. Como já disse são poucas as séries que conseguem manter o interesse e a tentação de entrar no mesmo ritmo é muito grande. Mais uma vez Dexter surpreendeu com uma terceira temporada que talvez tenha sido mesmo a mais interessante de todas. Pelo menos acho que foi a mais cativante e surpreendente em termos de enredo, com alguns reviravoltas muito interessantes. Um bocado como o final das duas temporadas anteriores, mas a durar a temporada toda.

Resumindo acho que foi das melhores séries que vi nos últimos tempos. E quem gostou de “Six Feet Under” e daquela onda um pouco mórbida e estranha de toda a série vai certamente gostar de ver Dexter.

A única coisa que me chateia um pouco e não gosto muito é no início de todos os episódios fazerem um pequeno resumo da série até ao ponto. Não é nada de grave, mas a utilidade que possa ter para ir recordando a história antes do episódio é desnecesária quando se vê quase tudo de seguida. Acaba até por ser quase anti-climático e desmotivador.

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